Petrobras reajusta gasolina e aumento nas bombas deve ser de R$ 0,04

Subsídio anunciado pelo governo federal reduz impacto do reajuste nas distribuidoras e deve amenizar alta para o consumidor.

Publicado em 28 de maio de 2026 às 14:18

Subsídio anunciado pelo governo federal reduz impacto do reajuste nas distribuidoras e deve amenizar alta para o consumidor.
Subsídio anunciado pelo governo federal reduz impacto do reajuste nas distribuidoras e deve amenizar alta para o consumidor. Crédito: Reprodução 

Nesta quinta-feira (28), a Petrobras anunciou um reajuste de R$ 0,48 por litro no preço da gasolina A vendida às distribuidoras, mas informou que aplicará um desconto de R$ 0,44 por litro. Com isso, o impacto efetivo esperado no valor da gasolina deve ser de cerca de R$ 0,04 por litro para o consumidor final.

A gasolina A é o combustível puro vendido pelas refinarias antes da mistura obrigatória com etanol. Após a adição de 30% de etanol anidro, o produto passa a ser chamado de gasolina C, comercializada nos postos de combustíveis.

O desconto aplicado pela Petrobras ocorre após decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na segunda-feira (25), que criou um subsídio temporário de R$ 0,44 por litro de gasolina. A medida terá duração de dois meses e busca reduzir os impactos da alta internacional do petróleo sobre os preços dos combustíveis no Brasil.

Segundo a Petrobras, a participação da estatal no preço final da gasolina C passará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, o que representa um aumento residual de até R$ 0,03 nas bombas.

O subsídio será pago pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) diretamente a produtores e importadores de gasolina.

A possibilidade de reajuste já vinha sendo sinalizada pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, desde abril. Na época, ela afirmou que a compensação tributária abriria espaço para reajustes internos sem repassar integralmente o aumento ao consumidor.

A pressão sobre os preços dos combustíveis acontece em meio à alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Oriente Médio. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã afetou o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa mais de 20% do comércio mundial da commodity.

Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o petróleo Brent subiu cerca de 30%, passando de US$ 72,48 para US$ 94,29 por barril no fechamento da última quarta-feira (27).

Apesar da escalada, os preços internacionais começaram a perder força diante das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. Nesta quinta-feira (28), o site Axios informou que representantes dos dois países avançaram em um acordo para ampliar o cessar-fogo por mais 60 dias e iniciar discussões sobre o programa nuclear iraniano. O entendimento ainda dependia da aprovação do presidente Donald Trump.