PF aponta que Jaques Wagner atuou a favor de interesses do Banco Master no Senado

Relatório sigiloso tornado público pelo STF detalha trocas de mensagens, articulação de emenda e suspeita de vantagens indevidas recebidas pelo senador.

Publicado em 12 de setembro de 2026 às 16:43

PF aponta que Jaques Wagner atuou a favor de interesses do Banco Master no Senado
PF aponta que Jaques Wagner atuou a favor de interesses do Banco Master no Senado Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado

Investigações da Polícia Federal (PF) tornadas públicas na noite desta sexta-feira (11) colocam o senador Jaques Wagner (PT-BA) no centro de um esquema de favorecimento legislativo ao Banco Master. O sigilo do relatório foi retirado por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o documento, o parlamentar atendeu a demandas diretas da cúpula da instituição financeira para acompanhar e articular projetos do interesse do grupo no Senado Federal, incluindo a emenda apresentada à PEC do Banco Central que tentava ampliar o limite do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

Os investigadores mapearam uma intensa rotina de contatos entre o petista, intermediários e executivos do banco, com registros de reuniões presenciais em Brasília e ligações telefônicas como uma conversa de mais de nove minutos com o empresário Augusto Lima no próprio dia da apresentação da emenda. 

Além da atuação política, a PF aponta indícios de contrapartidas e vantagens indevidas destinadas a Wagner e familiares, como voos em jatos do grupo, ingressos para eventos, facilitação na compra de um imóvel de luxo avaliado em R$ 2,45 milhões em Salvador e repasses que chegam a R$ 3,5 milhões para uma financeira ligada à família do senador.