PF cancela de última hora depoimento de cunhado de Vorcaro às vésperas do segundo turno

Fabiano Zettel seria ouvido nesta quarta-feira (21), mas a oitiva foi suspensa após alegação de falha na internet do delegado responsável; cancelamento ocorre em meio à tensão política às vésperas do segundo turno.

Publicado em 21 de outubro de 2026 às 18:21

(Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro)
(Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro) Crédito: Divulgação

Uma reviravolta de última hora movimentou os bastidores da investigação envolvendo o Banco Master. A Polícia Federal cancelou o depoimento de Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e apontado como operador financeiro ligado ao empresário. A oitiva estava prevista para esta quarta-feira (21), mas foi suspensa quando Zettel já havia acessado a sala virtual.

Segundo informações divulgadas pelo UOL, o cancelamento ocorreu após um funcionário informar que o delegado responsável estaria sem conexão com a internet. O episódio levantou questionamentos sobre o andamento da investigação, especialmente pelo momento em que aconteceu.

Preso na Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, Zettel foi detido em março durante a Operação Compliance Zero. O caso envolve suspeitas investigadas pelas autoridades relacionadas a operações financeiras e ao Banco Master.

Política no centro da polêmica

O cancelamento também repercutiu no cenário político. De acordo com relatos publicados por outros veículos, integrantes da campanha do presidente Lula demonstraram preocupação com a possibilidade de o depoimento ser utilizado politicamente às vésperas do segundo turno. A defesa de Zettel, por sua vez, contestou as suspeitas levantadas sobre a motivação da oitiva.

O nome de Zettel já havia ganhado destaque na política nacional por suas doações eleitorais em 2022. Ele contribuiu com R$ 3 milhões para a campanha de Jair Bolsonaro e R$ 2 milhões para a de Tarcísio de Freitas. Segundo reportagem do UOL, Vorcaro teria afirmado, em uma proposta de delação, que a doação a Tarcísio teria origem em uma negociação envolvendo propina. Tarcísio negou que o dinheiro recebido tivesse essa origem.

Enquanto isso, a Procuradoria-Geral da República defendeu a manutenção das prisões preventivas de Zettel, Vorcaro e do pai do ex-banqueiro.

Com informações do portal UOL