PF deflagra 9ª fase da Operação Unha e Carne e mira patrimônio ligado a Marcio Ponci

A Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (29), no âmbito da investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio envolvendo Marcio Ponci.

Publicado em 29 de outubro de 2026 às 09:31

A Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (29), no âmbito da investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio envolvendo Marcio Ponci.
A Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (29), no âmbito da investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio envolvendo Marcio Ponci. Crédito: Reprodução / Instagram

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (29), a nona fase da Operação Unha e Carne, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. A ação tem como foco reunir provas sobre a movimentação de recursos financeiros e a possível utilização de empresas e terceiros para esconder a propriedade de bens ligados aos investigados.

Ao todo, os agentes cumprem quatro mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. As ordens foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

As buscas ocorrem em salas comerciais apontadas como estruturas operacionais e administrativas do grupo investigado, além de um imóvel residencial relacionado a um dos principais alvos da apuração.

Bens de luxo estão na mira da investigação

Segundo os investigadores, há indícios de uma rede patrimonial que inclui imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas. Parte desses bens estaria registrada em nome de familiares, pessoas próximas e terceiros, mas permaneceria sob controle de integrantes do grupo investigado.

A apuração também identificou suspeitas de movimentações financeiras de difícil rastreamento, uso frequente de dinheiro em espécie e operações por meio de empresas brasileiras e estrangeiras.

Outra linha de investigação envolve a possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais para ocultar a titularidade de bens de elevado valor econômico.

Análise de celular levou a novos endereços

A nova fase da operação foi desencadeada após a análise de dados extraídos de um celular apreendido com um dos investigados em uma etapa anterior. As informações permitiram identificar novos endereços, estruturas empresariais e bens que podem estar relacionados à movimentação e à ocultação de recursos financeiros.

A Polícia Federal busca esclarecer a origem e o destino dos valores movimentados, além de identificar a participação individual dos investigados no suposto esquema criminoso.

As investigações continuam.