Publicado em 7 de maio de 2026 às 22:22
A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação para desmantelar cinco organizações criminosas especializadas na migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos. Em Goiás, uma das principais suspeitas foi presa após as investigações revelarem que ela movimentou cerca de R$ 45 milhões por meio do esquema criminoso.>
Além da principal investigada, outras três pessoas foram presas em Goiânia. A ação faz parte de um esforço concentrado para interromper o fluxo financeiro de coiotes e agenciadores que operam no estado, um dos principais pontos de origem desse tipo de migração no Brasil. Ao todo, a PF investiga cinco grupos que atuavam no ramo de tráfico humano internacional.>
Cifrão do crime>
As investigações abrangem o período entre 2018 e 2023, revelando números expressivos sobre a rentabilidade da atividade ilícita:>
• Movimentação total: estima-se que os cinco grupos investigados tenham movimentado R$ 240 milhões.>
• A suspeita central: uma única investigada em Goiás foi responsável por girar R$ 45 milhões no período.>
• Modus operandi: o dinheiro era obtido através do pagamento de taxas elevadas cobradas de migrantes que buscavam atravessar a fronteira norte-americana de forma irregular, muitas vezes sob condições de alto risco.>
Investigação - Segundo a Polícia Federal, o montante movimentado indica uma estrutura profissionalizada, que inclui lavagem de dinheiro e o uso de contas de terceiros para ocultar a origem dos recursos. A operação busca não apenas punir os responsáveis pelas prisões, mas também confiscar bens e ativos que estruturem financeiramente essas redes de tráfico de pessoas.>
Operação da PF>
As prisões ocorreram nesta quinta-feira (7), durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão e prisão temporária. A PF ainda cumpre outras medidas judiciais para bloquear bens e contas bancárias ligadas ao esquema.>
As investigações continuam para identificar outros envolvidos na cadeia de migração ilegal, incluindo possíveis “coiotes” internacionais e facilitadores nos Estados Unidos.>
Com informações do portal G1>