Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 10:31
Uma ofensiva da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (15), colocou no centro das investigações um esquema estruturado de contrabando de vinhos de alto valor comercial que operava na fronteira entre o Brasil e o Uruguai. A ação, autorizada pela Justiça, resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 220 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados e no avanço sobre o patrimônio acumulado pelo grupo.>
Segundo a PF, a organização criminosa utilizava o eixo formado por Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, e Rivera, no território uruguaio, como base logística e financeira das operações ilegais. Moradores da região atuavam como intermediários do esquema, prestando apoio a grupos criminosos sediados em São Paulo, responsáveis pela distribuição das bebidas introduzidas irregularmente no país.>
As apurações indicam que o funcionamento da quadrilha dependia de um complexo mecanismo de lavagem de dinheiro, identificado a partir da quebra de sigilos bancários e fiscais. Empresas registradas em São Paulo, algumas apontadas como de fachada, transferiam grandes volumes de recursos para operadores na fronteira. O dinheiro, conforme os investigadores, era sacado em espécie ou movimentado por meio de câmbio clandestino, garantindo a compra das mercadorias estrangeiras e a manutenção da logística do contrabando.>
Como parte da operação, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão tanto em Santana do Livramento quanto na capital paulista. A Justiça também determinou o sequestro de imóveis e veículos vinculados aos suspeitos, para interromper o fluxo financeiro do grupo.>
Durante as diligências, foram recolhidos aparelhos eletrônicos, documentos e anotações que agora passam por análise. O material apreendido deve aprofundar o mapeamento da rede criminosa e esclarecer o destino das bebidas contrabandeadas, além de identificar outros possíveis envolvidos no esquema.>