Publicado em 6 de agosto de 2026 às 07:42
Um esquema de desvio de dinheiro público voltado à educação superior é o foco principal de uma investida conjunta promovida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU) na manhã desta quinta feira (6). Deflagrada a partir da cidade de Varginha (MG), a chamada Operação Malversação mobiliza 56 agentes federais e seis auditores para cumprir mandados e aprofundar as apurações sobre contratos irregulares celebrados pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). As estimativas iniciais das autoridades indicam que o rombo aos cofres da instituição pode atingir a cifra de R$ 4 milhões.>
O núcleo da fraude concentrou se em licitações e pregões eletrônicos realizados nos anos de 2021 e 2022, destinados originalmente à aquisição de insumos diversos e materiais para obras de construção civil no campus. De acordo com os levantamentos da PF, servidores públicos e empresários atuavam em conluio para atestar falsamente o recebimento dessas mercadorias. Na prática, notas fiscais e documentos formais eram emitidos sem que os produtos chegassem integralmente à universidade, garantindo a liberação indevida de pagamentos faturados com verbas federais.>
As suspeitas ganharam força após os investigadores identificarem movimentações financeiras atípicas e totalmente incompatíveis com o patrimônio e a capacidade econômica declarada de parte dos envolvidos. O nome escolhido para batizar a ação Malversação remete justamente ao desvio, má gestão e emprego ilícito do patrimônio coletivo. A Polícia Federal e a CGU dão sequência às diligências para detalhar a extensão total do prejuízo financeiro causado à UFLA, individualizar as condutas dos envolvidos e buscar a responsabilização dos culpados.>