PF fecha buscas na casa de Jair Bolsonaro e relata que nenhuma arma foi encontrada

Operação que durou cerca de duas horas em Brasília cumpria ordem do ministro Alexandre de Moraes para recolher armamentos do ex-presidente.

Publicado em 8 de julho de 2026 às 12:37

Ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ex-presidente Jair Bolsonaro. Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, terminou sem a localização de nenhuma arma de fogo, munição ou documento de registro ilegal. O balanço oficial da varredura foi divulgado pelo órgão no final da manhã desta quarta feira (8).

Os agentes federais entraram no imóvel, onde o político cumpre pena em regime domiciliar, exatamente às 7h e encerraram os trabalhos às 8h59. A ação atendeu a uma determinação expressa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e contou com o acompanhamento de duas testemunhas para garantir a legalidade do procedimento nos cômodos da casa.

O mandado judicial foi emitido por Moraes após o magistrado decidir pela manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro, impondo como condição extra a entrega imediata de todo o arsenal registrado em seu nome. A defesa do ex-presidente, representada pelo advogado João Henrique Freitas, confirmou a movimentação policial por meio de uma postagem na plataforma X e reforçou que os policiais saíram do local de mãos vazias, já que nenhum material bélico ou acessório foi retido.

A origem dessa nova ofensiva judicial remete a um incidente ocorrido na madrugada de 15 de junho deste ano. Na ocasião, a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu uma arma de fogo vinculada ao nome de Jair Bolsonaro durante a abordagem de um de seus agentes de segurança particulares. O episódio gerou a abertura de um inquérito policial e complicou a situação jurídica do ex-mandatário, que é registrado como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).

Em esclarecimentos prestados às autoridades no decorrer das investigações, Bolsonaro confirmou a propriedade da pistola apreendida em junho. Ele justificou que mantinha o armamento em sua residência, no condomínio Solar de Brasília, mesmo cumprindo a detenção domiciliar, alegando questões de segurança pessoal pelo fato de conviver com três mulheres no local e não querer deixá-las indefesas.

Diante do descumprimento das restrições e do risco apontado pela promotoria, o STF ordenou o recolhimento forçado de todas as peças registradas no Certificado de Registro do ex-presidente, desencadeando a varredura desta quarta feira.