Publicado em 21 de maio de 2026 às 09:34
Uma ação precisa da Polícia Federal em Armação dos Búzios, no Rio de Janeiro, impediu que uma bebê recém-nascida fosse enviada ilegalmente para o exterior nesta quarta-feira (20). O caso, que é tratado como uma possível rede de tráfico internacional de pessoas, começou a ser desvendado dentro de um posto de atendimento da própria PF, graças ao olhar atento dos agentes durante um procedimento burocrático que parecia comum.>
O alerta vermelho acendeu quando a mãe biológica compareceu ao local para solicitar o passaporte da filha, de apenas 20 dias de vida. Durante o atendimento, os policiais notaram uma série de comportamentos atípicos: a mãe não possuía passaporte e nem demonstrou interesse em tirar um para si, focando apenas no documento da criança. Além disso, os cuidados práticos com o bebê eram exercidos por uma segunda mulher, que não tinha qualquer laço de parentesco, mas agia como se fosse a responsável de fato.>
A investigação revelou que a suspeita, que possui um histórico de viagens constantes para Madri, na Espanha, já detinha a guarda informal da criança desde que ela recebeu alta da maternidade. Para viabilizar a saída do país, o grupo apresentou uma autorização de viagem assinada pela mãe biológica, permitindo que a investigada e seu marido levassem a recém-nascida para a Europa sem a presença de nenhum dos pais. Divergências nos dados cadastrais e documentos apresentados reforçaram a tese de que a bebê seria entregue a terceiros no exterior.>
Com o mandado de busca e apreensão expedido, a Polícia Federal resgatou a criança e a encaminhou para uma casa de acolhimento institucional, onde receberá os cuidados necessários. A mulher que pretendia levar a bebê teve seu passaporte retido e está proibida de sair do Brasil. Celulares e documentos foram apreendidos e devem ajudar os investigadores a descobrir se houve pagamento pela criança e se outras pessoas fazem parte dessa engrenagem criminosa que liga o litoral fluminense à capital espanhola.>