Publicado em 12 de março de 2026 às 11:19
A Polícia Federal (PF) identificou Breno Chaves Pinto, empresário e segundo suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em um flagrante de movimentação financeira suspeita, envolvendo a retirada de R$ 350 mil em espécie de uma agência bancária, em novembro de 2024. O dinheiro foi retirado pouco após o recebimento de recursos de contratos públicos, o que gerou suspeitas de lavagem de dinheiro. O empresário foi monitorado após alerta do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre saques elevados de suas empresas.>
A investigação apura a possível participação de Chaves Pinto em um esquema de fraudes em licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá, envolvendo conluio e simulação de concorrência. Segundo o inquérito, ele atuaria como líder de um dos núcleos do esquema, utilizando sua posição política para exercer tráfico de influência e manipular processos licitatórios. Ao longo das investigações, foram identificados saques que ultrapassam R$ 3 milhões das contas de suas empresas, em datas próximas aos pagamentos de contratos públicos.>
O empresário, por sua vez, alegou que os saques foram feitos para pagar funcionários e prestadores de serviços de sua empresa, e que o processo tramita sob segredo de Justiça. Já Davi Alcolumbre negou qualquer envolvimento nas atividades empresariais de seu suplente.>
A investigação também revelou que o carro utilizado por Chaves Pinto, durante o flagra na agência bancária, estava registrado em nome da Lojas 2A Ltda., uma empresa dos primos de Alcolumbre, Alberto e André Alcolumbre. A transação do veículo para o empresário ocorreu em 2025, após o episódio da retirada de dinheiro. A PF ainda apura as conexões entre o grupo empresarial e a fraude nas licitações do Dnit.>
O caso está relacionado a um esquema de fraudes em licitações para a manutenção da BR-156, rodovia que corta o Amapá, e que envolve contratos que somam R$ 60,2 milhões. A PF investiga a possível simulação de concorrência para beneficiar determinadas empresas.>
Em dezembro de 2022, Breno Chaves Pinto já havia sido alvo de uma operação da PF, em que foram apreendidos R$ 800 mil em espécie, durante investigações sobre superfaturamento e irregularidades em obras no Amapá. O empresário continua sendo investigado por crimes como organização criminosa, corrupção e fraude à licitação.>