Publicado em 14 de setembro de 2026 às 08:03
Promessas de facilidades e influência nos tribunais acabaram na mira da Polícia Federal nesta segunda-feira (14). A corporação deflagrou a terceira fase da Operação Transparência para desarticular um esquema especializado em negociar valores altos em troca de supostos resultados favoráveis em processos judiciais.>
Autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a nova ofensiva mobilizou equipes para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão divididos entre o Distrito Federal e São Paulo. Conforme o avanço das apurações, os investigados se aproximavam de terceiros e cobravam quantias expressivas, usando nomes de autoridades para fingir que controlavam decisões da Justiça.>
Apesar da gravidade das acusações de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a corporação fez questão de ressaltar um ponto crucial: até o momento, não há nenhum indício de participação de magistrados ou servidores do Poder Judiciário no esquema.>
Essa vertente investigativa nasceu de um desdobramento. Tudo começou em dezembro de 2025, quando o foco inicial era rastrear eventuais fraudes no uso de emendas parlamentares. No entanto, o cruzamento de dados e o trabalho de inteligência revelaram essa ramificação voltada à comercialização de falsas influências, puxando o fio que resultou nos mandados desta semana.>