Publicado em 30 de junho de 2026 às 08:34
A Polícia Federal amanheceu nas ruas de três cidades do Rio de Janeiro nesta terça-feira (30), para deflagrar a segunda etapa da Operação Anáfora. O objetivo principal da ação é desmantelar uma estrutura financeira sofisticada utilizada para lavar dinheiro desviado de verbas públicas, com foco principal nos recursos que deveriam abastecer o sistema de saúde.>
Ao todo, os agentes federais saíram para cumprir 14 mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias, em uma ofensiva que busca colher novas provas e rastrear o destino final do dinheiro roubado.>
Desta vez, as ordens judiciais foram divididas devido ao andamento das apurações e às regras de foro por prerrogativa de função validadas pelo Supremo Tribunal Federal. Enquanto a 6ª Vara Federal Criminal emitiu dez dos mandados, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região expediu as outras quatro ordens. O cerco atual é um desdobramento direto da primeira fase da operação, ocorrida ainda em 2022, que teve como alvos o empresário Mário Peixoto e o ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis.>
A partir do material coletado no início das investigações, a Polícia Federal conseguiu mapear como o grupo agia para dar aparência de legalidade aos recursos ilícitos. Os suspeitos utilizavam nomes de terceiros para esconder bens valiosos, ostentavam um padrão de vida e despesas totalmente incompatíveis com o que declaravam ao fisco, além de movimentarem o mercado imobiliário com transações suspeitas criadas apenas para mascarar a origem do dinheiro.>
Agora, além do crime de lavagem de capitais, os envolvidos estão na mira por fraude a licitações e organização criminosa, podendo responder por outros delitos que surgirem com a análise do material apreendido hoje.>