Publicado em 13 de agosto de 2026 às 12:41
Um ataque cibernético orquestrado do Brasil contra o sistema de uma instituição financeira na Alemanha resultou na deflagração da Operação Klonen pela Polícia Federal nesta quinta feira (13). A investigação revelou um esquema sofisticado de fraudes bancárias eletrônicas, ocultação de bens e lavagem de capitais que provocou um rombo de 30 milhões de euros (aproximadamente R$ 179,7 milhões na cotação atual). Entre as descobertas da corporação está o uso de parte desse montante ilícito para financiar a campanha política de um dos investigados durante as eleições de 2024.>
Para desmantelar a organização criminosa, agentes da Polícia Federal saíram às ruas para cumprir quatro mandados de prisão preventiva e 21 ordens de busca e apreensão nas regiões de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás. As ações foram expedidas pela 10ª Vara Criminal Federal da Subseção Judiciária de São Paulo, que também autorizou o bloqueio e o sequestro de bens incluindo veículos, propriedades imobiliárias e contas bancárias dos suspeitos até o limite de R$ 106 milhões.>
O alerta inicial que originou as investigações partiu do próprio banco europeu no encerramento de 2023, após identificar que a invasão digital aos seus sistemas partira do território brasileiro. A apuração ganhou força por meio do Projeto Tentáculos, uma cooperação estratégica entre a PF, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e diversas entidades do setor de pagamentos. Segundo os investigadores, o grupo utilizava uma rede complexa para dispersar o dinheiro, recorrendo a contas de passagem, cartões emitidos sem conhecimento das vítimas, empresas de fachada e negociações com ativos virtuais. Os envolvidos agora enfrentam acusações formais por furto qualificado mediante fraude eletrônica, associação a organização criminosa e lavagem de capitais.>