PF prende duas mulheres e desarticula esquema internacional de remédios para emagrecimento

Justiça bloqueia bens e perfis usados na comercialização.

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 08:30

PF prende duas mulheres e desarticula esquema internacional de remédios para emagrecimento
PF prende duas mulheres e desarticula esquema internacional de remédios para emagrecimento Crédito: Reprodução/Receita Federal

Uma ação coordenada pela Polícia Federal resultou na prisão de duas mulheres suspeitas de integrar um esquema de entrada e venda irregular de medicamentos para emagrecimento no país. Batizada de “Operação Good Shape”, a ofensiva foi deflagrada na quinta-feira (19) e também atingiu o patrimônio das investigadas.

De acordo com as apurações, o grupo atuava na importação clandestina e na distribuição de produtos cuja comercialização é proibida no Brasil. Uma das suspeitas foi localizada em Ciudad del Este, no Paraguai, e deverá ser entregue às autoridades brasileiras em Foz do Iguaçu (PR). A outra foi presa em São José da Barra, no interior de Minas Gerais.

As investigações apontam que os medicamentos eram anunciados e vendidos por meio de plataformas digitais e redes sociais, ampliando o alcance da oferta ilegal. Além das chamadas “canetas emagrecedoras”, o esquema também envolvia a entrada irregular de itens como celulares e perfumes.

Segundo a PF, os remédios pertencem a marcas cuja importação não é autorizada pela Anvisa. Os produtos não possuem registro no país e, portanto, não passam por controle oficial de qualidade, segurança ou eficácia. As autoridades alertam ainda para o alto índice de falsificação desse tipo de mercadoria, o que eleva os riscos à saúde dos consumidores.

O tema ganhou atenção adicional após a Anvisa informar que investiga 65 mortes possivelmente relacionadas ao uso de canetas emagrecedoras, o que reforça a preocupação com a circulação de substâncias sem certificação sanitária.

Como parte das medidas cautelares, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens e valores das investigadas até o limite de R$ 500 mil. Perfis em redes sociais utilizados para promover e vender os produtos também foram retirados do ar.

A operação segue em andamento para identificar outros possíveis envolvidos na cadeia de importação e comercialização ilegal.