Piloto admite crimes contra adolescentes após ser preso em Congonhas

Comandante de 62 anos confessou envolvimento com menores durante interrogatório.

Publicado em 16 de fevereiro de 2026 às 10:50

Piloto admite crimes contra adolescentes após ser preso em Congonhas
Piloto admite crimes contra adolescentes após ser preso em Congonhas Crédito: Reprodução/TV Globo

A prisão de um piloto de 62 anos, realizada nesta semana no Aeroporto de Congonhas, ganhou novos desdobramentos após o próprio suspeito admitir, em depoimento à polícia, que manteve relações com adolescentes. A detenção ocorreu dentro da aeronave em que ele trabalhava, após uma operação planejada por equipes da Delegacia de Repressão à Pedofilia.

Levado à sala da delegacia instalada no aeroporto, o comandante, identificado como Sérgio Antônio Lopes, confirmou aos investigadores que saiu com menores de idade. Durante o interrogatório, também apresentou conteúdos armazenados no celular e relatou detalhes sobre como conheceu ao menos uma das vítimas.

De acordo com a investigação, o piloto utilizava uma estratégia de aproximação que começava pelo contato com familiares, criando laços de confiança antes de estabelecer relação direta com as adolescentes. Em um dos relatos, ele afirmou ter conhecido uma jovem por meio da avó. Parte dos encontros, segundo o próprio suspeito, ocorreu em um motel na cidade de Suzano.

A polícia apura ainda que o investigado adotava medidas para não levantar suspeitas, como o uso de documentos verdadeiros de mulheres adultas ao entrar em estabelecimentos. Conforme a delegada responsável pelo caso, há indícios de que as vítimas eram orientadas a utilizar acessórios para dificultar a identificação por funcionários dos locais.

Adolescentes ouvidas pela especializada relataram que, em algumas situações, não desejavam participar dos atos ou da gravação de vídeos, mas teriam sido coagidas. O cruzamento entre depoimentos e dados de deslocamento reforçou as suspeitas: embora morasse em Guararema, o piloto circulava frequentemente por São Paulo, entre Congonhas e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, utilizando compromissos profissionais como justificativa para os encontros.

A companhia aérea informou que o piloto foi desligado após a prisão. A defesa declarou que o processo tramita sob segredo de Justiça.

A investigação continua, e a polícia não descarta a possibilidade de surgirem novas vítimas à medida que a análise do material apreendido avance.