Piloto preso em Congonhas é suspeito de coagir vítimas para atrair outras adolescentes

Polícia aponta uso de ameaças e material sexual para ampliar rede criminosa

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 11:42

Polícia aponta uso de ameaças e material sexual para ampliar rede criminosa
Polícia aponta uso de ameaças e material sexual para ampliar rede criminosa Crédito: Reprodução 

Nesta segunda-feira (9), a Polícia Civil de São Paulo prendeu o piloto Sérgio Antônio Lopes, de 62 anos, suspeito de comandar um esquema criminoso envolvendo adolescentes. Segundo a investigação, ele utilizava ameaças para forçar vítimas a atrair outras meninas, ampliando a atuação do grupo de exploração sexual.

A informação foi confirmada pela diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Ivalda Aleixo. De acordo com ela, os depoimentos de duas irmãs, atualmente com 14 e 18 anos, foram fundamentais para reforçar a suspeita de que o piloto tentava expandir continuamente o número de pessoas envolvidas no esquema.

As apurações indicam que Sérgio agia de forma intimidatória, pressionando adolescentes a enviar fotos e vídeos e a marcar encontros. As ameaças envolviam a possível divulgação do material íntimo, usado como instrumento de controle e coerção.

A investigação também aponta o envolvimento da avó das adolescentes, Denise Moreno, de 55 anos, que foi presa na mesma operação. Segundo a Polícia Civil, a atuação criminosa ocorria há pelo menos dez anos e envolvia a negociação das vítimas com terceiros.

Ainda conforme os investigadores, as adolescentes viviam em um contexto familiar marcado por instabilidade. O pai, segundo a polícia, é dependente químico e teria se afastado da família. Mais tarde, já sob a guarda da mãe, ocorreu o primeiro contato das jovens com o piloto, então funcionário da companhia aérea Latam.

A prisão de Sérgio Lopes foi realizada dentro da cabine do voo LA3900, no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista. Segundo a delegada Luciana Peixoto, a abordagem foi planejada para ocorrer em um local onde o suspeito se sentia seguro, garantindo o efeito surpresa e a preservação de elementos importantes para a investigação.