Pintinhos coloridos artificialmente são vendidos por R$ 10 em feira livre no Agreste pernambucano

Imagens que circulam nas redes sociais mostram dezenas de aves tingidas de rosa, azul e verde aglomeradas em caixas de papelão.

Publicado em 3 de setembro de 2026 às 11:23

Pintinhos coloridos artificialmente são vendidos por R$ 10 em feira livre no Agreste pernambucano
Pintinhos coloridos artificialmente são vendidos por R$ 10 em feira livre no Agreste pernambucano Crédito: Reprodução

Imagina dar uma volta na feira livre e se deparar com dezenas de pintinhos coloridos artificialmente, desfilando tons vibrantes como rosa, roxo, azul, verde e amarelo dentro de uma caixa de papelão. Foi exatamente essa cena inusitada e preocupante que chamou a atenção em Bom Jardim, cidade localizada no Agreste de Pernambuco. Nos registros que viralizaram, é possível ver um cliente comprando um saquinho com três dessas aves por apenas dez reais, um comércio rápido que escancara um problema muito maior de bem-estar animal.

A prática, além de chamar atenção pelo visual exótico dos bichinhos, esconde um cenário de exposição inadequada e riscos claros à saúde dos animais. Manter centenas de pintinhos amontoados em espaços reduzidos e sem ventilação adequada gera estresse e sofrimento, o que acende o sinal vermelho para os órgãos de fiscalização.

O cerne da questão não está apenas na tinta utilizada para alterar a cor natural das penas, mas em todo o processo que envolve a criação, o transporte e a forma como esses animais são comercializados de maneira improvisada no meio da feira.

E a situação pode ir muito além de uma simples excentricidade comercial. Pela legislação brasileira, mais precisamente no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais de 1998, praticar atos de abuso, ferir, mutilar ou cometer maus-tratos contra animais é crime passível de punição.

Cabe agora às autoridades competentes investigar as circunstâncias reais desse comércio em Bom Jardim, avaliando se os métodos de coloração e as condições de exposição configuram infração legal. Até o momento, órgãos fiscalizadores ainda não se pronunciaram formalmente sobre o caso ou identificaram os vendedores responsáveis pelo flagrante.