Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 14:40
O piso salarial dos professores da educação básica em 2026 deve ter um reajuste maior do que o previsto inicialmente pela regra atual, que apontava um aumento simbólico de apenas R$ 18. Diante da forte repercussão negativa, o governo federal anunciou que vai mudar os critérios de cálculo para garantir um ganho real aos docentes.
>
Pelas normas hoje em vigor, o reajuste do piso seria de 0,37%, percentual considerado insuficiente por não repor sequer a inflação. Com isso, o salário mínimo dos professores passaria de R$ 4.867,77 para R$ 4.885,78 — um dos menores aumentos já registrados desde a criação do piso nacional do magistério.>
A regra atual está prevista na Lei do Piso do Magistério e vincula o reajuste anual à variação do valor aluno/ano do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). Para 2026, essa variação foi de apenas 0,37%, conforme portaria publicada em 31 de dezembro. O índice ficou muito abaixo da inflação de 2025, que encerrou o ano em quase 4%, o que significaria, na prática, perda do poder de compra para os professores.>
Após a repercussão do possível reajuste de apenas R$ 18,10, o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve editar uma medida provisória para alterar a forma de cálculo do piso. Segundo o ministro, o governo não aplicará o percentual de 0,37% e buscará um reajuste acima desse índice, garantindo aumento real no salário da categoria.>
A medida provisória deve ser publicada até o dia 15 de janeiro. No entanto, o governo ainda não divulgou quais critérios substituirão a regra atual nem qual será o percentual do novo reajuste. Pela legislação, o valor do piso salarial dos professores para o ano vigente precisa ser definido e anunciado ainda no mês de janeiro.>
Com informações do G1>