Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 09:23
Um soldado da Polícia Militar do Espírito Santo foi preso em flagrante na noite de sábado (21), em Vitória, após agredir a própria companheira, também integrante da corporação. O caso ocorreu no estacionamento de um supermercado no bairro Jardim Camburi e foi registrado por imagens que mostram a vítima sendo puxada para fora de um veículo, arrastada e atingida com golpes na cabeça.>
Identificado como Marcelo Ramos Araújo, de 32 anos, o policial foi detido depois que equipes da PM foram acionadas para atender a uma ocorrência de briga no local. Segundo relatos oficiais, mesmo com a chegada das viaturas, ele continuava exaltado e tentou prosseguir com as agressões.>
De acordo com o depoimento da vítima, as violências não seriam um fato isolado. Ela relatou que sofria agressões frequentes, além de ameaças de morte e de mutilação, como disparos contra a mão ou o joelho, e afirmou que o companheiro exercia controle sobre sua vida financeira. Mensagens trocadas por aplicativo de conversa teriam sido anexadas ao boletim de ocorrência para comprovar as denúncias.>
Durante a abordagem, o soldado teria desobedecido às ordens dos colegas, empurrado policiais e reagido à prisão. Ainda conforme o registro policial, ele desferiu um soco no rosto de um sargento, danificando os óculos do militar. Foi necessário reforço para contê-lo.>
A Polícia Civil informou que o suspeito foi conduzido à Delegacia Regional de Vitória, onde foi autuado por lesão corporal, injúria e ameaça com base na Lei Maria da Penha, além de responder por ameaça, resistência e desacato. Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado ao presídio militar situado no Quartel do Comando-Geral da PM do Espírito Santo.>
Por orientação do comando da corporação, a arma funcional da policial foi recolhida preventivamente. A vítima manifestou interesse em solicitar medidas protetivas de urgência.>
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, afirmou ter recebido o caso com “profunda indignação” e determinou a abertura imediata de investigação pela Corregedoria da PM. Segundo ele, episódios de violência contra a mulher não serão tolerados e devem ser apurados com rigor.>