PMs do Pará estão entre os presos em operação da PF contra facção criminosa no Amapá

As investigações revelam que os agentes de segurança pública não apenas davam proteção ao grupo, mas atuavam diretamente na logística do tráfico de drogas.

Publicado em 31 de março de 2026 às 19:48

(Os dois policiais militares são paraenses) 
(Os dois policiais militares são paraenses)  Crédito: Divulgação PF e PC 

Dois policiais militares do Pará também estão entre os presos na Operação Abadon, deflagrada nesta terça-feira (31) pela Polícia Federal e  Polícia Civil do Amapá, para combater um esquema de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa, envolvendo agentes de seguranças que atuava em vários estados do Norte do país. 

As investigações revelam que os agentes de segurança pública não apenas davam proteção ao grupo, mas atuavam diretamente na logística do tráfico, sendo chamados de “aviõezinhos”, transportando drogas e auxiliando na distribuição.

Os militares Fernando Henrique da Silva Albernaz e José das Graças Peres Monteiro, são acusados de tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

De acordo com a Polícia Federal, o esquema abastecia a Família do Terror do Amapá (FTA), facção liderada pelo guarda municipal Pedro de Moraes Santos Garcia, que segue foragido. O grupo é suspeito de roubar entorpecentes de facções rivais, especialmente do Comando Vermelho (CV), para revender dentro da própria estrutura.

Fernando Henrique da Silva Albernaz já havia sido preso em fase anterior da investigação. Contra ele foram cumpridos mandados de busca, prisão e apreensão, inclusive em endereços no Pará. José das Graças Peres Monteiro teve a prisão preventiva decretada pela Justiça do Amapá para garantir a ordem pública e impedir a continuidade das atividades criminosas.

A Operação Abadon cumpre mais de 100 mandados judiciais em seis estados, com forte foco no eixo Pará-Amapá. As autoridades apontam que policiais militares e guardas municipais integravam o núcleo operacional da quadrilha.