Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 21:46
A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou a internação de apenas um adolescente apontado como responsável pela morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. A medida, equivalente à prisão para adultos, foi encaminhada ao Ministério Público e ao Judiciário após a conclusão das investigações sobre o caso, ocorrido na madrugada de 4 de janeiro na Praia Brava.>
Orelha, conhecido pelos moradores e comerciantes da região, vivia há cerca de dez anos no bairro e era considerado um mascote local. O animal sofreu uma pancada contundente na cabeça e, apesar de ter sido levado a uma clínica veterinária, não resistiu aos ferimentos e precisou ser eutanasiado.>
No mesmo dia, outro cachorro, Caramelo, foi alvo de uma tentativa de afogamento. Quatro adolescentes foram responsabilizados pelo episódio, enquadrados por maus-tratos, mas o animal sobreviveu e atualmente está sob os cuidados do delegado-geral da corporação, Ulisses Gabriel.>
A investigação envolveu a análise de mais de mil horas de imagens captadas por 14 câmeras na região, além de depoimentos de 24 testemunhas. Ao todo, oito adolescentes foram investigados e três adultos foram indiciados por coação a testemunhas. A Polícia Civil identificou o agressor de Orelha por meio da roupa usada no dia do crime e pelo cruzamento de dados de localização obtidos com um software especializado.>
De acordo com a corporação, nomes, idades e localização dos suspeitos não foram divulgados, em respeito ao sigilo previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).>
Fonte: O Globo >