Publicado em 20 de maio de 2026 às 08:17
A Polícia Civil de Cerquilho abriu investigação para apurar possível prevaricação e negligência por parte de conselheiras tutelares no caso do menino de 2 anos que expeliu duas camisinhas enquanto estava em uma creche do município. O caso, revelado nesta semana, provocou forte repercussão e segue sendo tratado como prioridade pelas autoridades.>
Segundo a investigação, a polícia tenta esclarecer por que o Conselho Tutelar não acionou imediatamente as forças policiais após tomar conhecimento da situação, além de apurar a decisão de permitir que a mãe da criança — atualmente em prisão domiciliar — levasse o menino de volta para casa. Ela responde por suspeitas de maus-tratos, estupro de vulnerável e desacato.>
De acordo com a Polícia Civil, as conselheiras estiveram na creche e chegaram a registrar a ocorrência, mas teriam orientado funcionários da unidade a descartar as evidências no vaso sanitário, atitude considerada incompatível com os protocolos de preservação de provas. Apesar disso, servidores da escola decidiram manter o local intacto até a chegada da perícia, permitindo a coleta do material que embasou a prisão em flagrante da mãe.>
Outro ponto investigado envolve a condução da criança ao hospital. Conforme a apuração, as conselheiras impediram que a professora e a diretora da creche acompanhassem o atendimento médico do menino. Após a avaliação, a criança foi entregue novamente à mãe, que, segundo a polícia, apresentava sinais aparentes de descontrole emocional.>
Além do garoto, outras duas crianças — irmãos da vítima, de 4 e 8 anos — foram resgatadas e encaminhadas para acolhimento institucional. O caso segue sob investigação.>