Publicado em 9 de março de 2026 às 14:05
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que seguiu todas as regras do edital no concurso para delegado substituto, após a reclamação de Matheus Matos, candidato com nanismo que afirmou ter sofrido discriminação durante o Teste de Aptidão Física (TAF).>
Segundo a polícia, o concurso, organizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), oferecia 54 vagas, com 10% reservadas para pessoas com deficiência, conforme prevê a legislação. O edital também previa regras específicas para inscrição, solicitação de condições especiais e avaliação desses candidatos.>
A corporação afirmou que Matheus foi aprovado nas provas objetiva, dissertativa e oral, além de ter sido considerado apto nos exames médicos, mas acabou reprovado nos exames físicos (biofísicos).>
De acordo com a PCMG, esses testes são feitos por profissionais especializados para verificar se o candidato possui condições físicas compatíveis com as exigências da carreira, que podem incluir perseguição de suspeitos, superação de obstáculos e participação em operações policiais.>
A polícia também afirmou que outros candidatos com deficiência já foram aprovados nessa etapa em concursos anteriores e que aprovar alguém considerado inapto poderia ferir os princípios de igualdade e razoabilidade.>
Matheus, de 25 anos, formado em Direito, afirma que sempre sonhou em se tornar delegado e que iniciou a faculdade em 2019 com esse objetivo, mesmo enfrentando preconceito e comentários de deboche ao longo da sua trajetória.>