Publicado em 29 de setembro de 2026 às 09:25
Um esquema sofisticado que abastecia organizações criminosas com armamentos obtidos de forma fraudulenta foi duramente atingido nesta segunda-feira (28). A Polícia Civil da Bahia deflagrou a Operação Mercador, resultando na prisão de oito pessoas e no cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão espalhados por quatro estados brasileiros. A ofensiva policial também contou com uma ordem judicial para o bloqueio de até R$ 100 milhões em bens e valores ligados aos investigados.>
A rede criminosa era comandada por um casal residente no Rio de Janeiro, que acabou preso em Salvador. De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (DESARME), ligada ao Draco, a dupla utilizava documentos falsificados para conseguir o registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC). Com essa fachada legal, eles compravam pistolas e munições que, posteriormente, acabavam revendidas para facções criminosas e apreendidas em poder de criminosos.>
As diligências e prisões da operação se estenderam para além da Bahia onde ocorreram quatro detenções, sendo três na capital e uma em Lauro de Freitas. O Rio de Janeiro registrou mais duas prisões, enquanto o Ceará contabilizou outras duas nas cidades de Fortaleza e Icapuí, além de movimentações em Santa Maria (Rio Grande do Sul).>
No Ceará, um dos alvos investigados que já atuou como vice-prefeito e vereador é apontado como o operador responsável por lavar o dinheiro arrecadado com o comércio ilegal de armas.>
Durante o cumprimento dos mandados, as equipes policiais apreenderam cinco veículos, nove celulares, três notebooks, três armas de fogo, munições, R$ 5 mil em espécie e farta documentação. Com o apoio de diferentes departamentos de segurança, a Polícia Civil segue analisando o material recolhido para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos na rede de lavagem de dinheiro e desvio de armamentos.>