Publicado em 27 de abril de 2026 às 09:00
O que começou como uma simples busca por suporte em redes sociais terminou em prejuízo e em uma investigação policial de grande escala. Na manhã desta segunda-feira (27), a Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou uma operação para desmembrar uma quadrilha especializada em fraudes digitais. O grupo montou uma estrutura sofisticada que se passava pelo atendimento oficial de uma famosa plataforma de pagamentos para roubar dados e valores de usuários desavisados.>
A estratégia era baseada na confiança. Os golpistas monitoravam aplicativos de mensagens e redes sociais em busca de pessoas que precisavam de ajuda com suas contas bancárias ou máquinas de cartão. Ao se fingirem de atendentes oficiais, eles induziam as vítimas a realizar procedimentos que, na verdade, liberavam transações não autorizadas.>
Para "limpar" o dinheiro roubado, a organização utilizava um esquema criativo e perigoso.>
Agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) saíram às ruas para cumprir mandados de busca e apreensão em pontos estratégicos do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste, e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O foco da operação é coletar provas em residências e em um comércio usado para estocar os equipamentos utilizados nas fraudes.>
As investigações, que ganharam corpo ainda em 2025, mostram que o crime se profissionalizou. Um dos suspeitos já admitiu à polícia que facilitou as operações financeiras a pedido de outros comparsas, confirmando a hierarquia do grupo.>
O caso da vítima que deu origem à investigação serve de alerta para o público de 20 a 48 anos, que é o que mais utiliza ferramentas digitais de pagamento no dia a dia: sempre verifique o selo de verificação das contas e evite clicar em links de suporte enviados por perfis não oficiais.>