Polícia Civil desarticula suposto esquema milionário em instituto agrícola de Cuiabá

Operação cumpre mandados e bloqueia bens de ex-dirigentes investigados por desvios superiores a R$ 1 milhão.

Publicado em 25 de agosto de 2026 às 09:17

Polícia Civil desarticula suposto esquema milionário em instituto agrícola de Cuiabá
Polícia Civil desarticula suposto esquema milionário em instituto agrícola de Cuiabá Crédito: Reprodução/MT

Uma disputa administrativa pelo controle de uma entidade voltada ao agronegócio em Mato Grosso ganhou contornos policiais nesta terça-feira (25). A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), deflagrou a Operação Mandato Espúrio para investigar suspeitas de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica ligados à gestão do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (Imafir-MT).

O inquérito aponta que transações financeiras irregulares superam a marca de R$ 1 milhão. As apurações concentram-se em atos de gestão praticados durante um período de forte instabilidade e controvérsia jurídica sobre a representação legal do instituto. Segundo os investigadores, há indícios de que um ex-dirigente tenha realizado movimentações expressivas de recursos mesmo após acordos homologados e decisões judiciais que o proibiam de reassumir a presidência ou tomar decisões em nome da organização.

Os levantamentos da polícia detalham que parte do montante sob suspeita inclui uma transferência de quase R$ 774 mil destinada a uma conta pessoal e a uma empresa vinculada ao ex-diretor executivo, além de um repasse de R$ 270 mil direcionado a um escritório de advocacia.

Diante dos indícios, a Justiça determinou o cumprimento de mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar em Cuiabá, além do bloqueio de contas bancárias. Para estancar novas movimentações, o Judiciário ordenou a desativação de perfis de acesso, credenciais eletrônicas e assinaturas digitais utilizadas pelos investigados.

O instituto, que figura formalmente como vítima no processo, tem colaborado com o trabalho policial. Agora, todo o material apreendido incluindo computadores, celulares e documentos contábeis passará por perícia técnica para a conclusão do inquérito e eventual responsabilização dos envolvidos.