Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 11:51
Uma ação da Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou, na quarta-feira (14), um cenário de grave violação de direitos envolvendo crianças submetidas a condições de vulnerabilidade social em um shopping center em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Os menores eram utilizados por adultos para a comercialização irregular de balas no interior do centro comercial, sem qualquer tipo de acompanhamento direto.>
A operação foi desencadeada após uma série de denúncias recebidas pela unidade policial, que relatavam a presença frequente de crianças e adolescentes circulando sozinhos pelo shopping para atuar como vendedores ambulantes. As informações também indicavam que parte desses menores poderia estar sendo induzida à prática de furtos no local, o que motivou a abertura de um procedimento investigativo.>
O caso chegou, ainda, ao conhecimento da Polícia Civil por meio de um comunicado formal da Comissão de Combate à Violência Infantil da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que reforçou a necessidade de intervenção imediata.>
Durante a diligência, os agentes constataram que os adultos responsáveis permaneciam do lado de fora do shopping, enquanto as crianças transitavam desacompanhadas em áreas de grande circulação, principalmente na praça de alimentação. Segundo a polícia, não havia supervisão direta, nem contato visual entre os responsáveis e os menores, que atuavam de forma independente no interior do estabelecimento.>
Diante da constatação, as crianças foram retiradas do local para garantir a integridade física e emocional. Dois menores, encontrados sem qualquer acompanhamento no momento da abordagem, foram encaminhados ao Conselho Tutelar, que ficará responsável pela avaliação técnica e pela adoção das medidas protetivas previstas em lei.>
Outras três crianças permaneceram sob os cuidados dos próprios pais ou responsáveis legais. Esses adultos foram orientados pelos agentes e direcionados à rede de assistência social de Nova Iguaçu, onde passarão a ser acompanhados para evitar a reincidência da situação.>
Todos os responsáveis foram levados à delegacia para identificação e autuação com base no artigo 98 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata de situações de risco decorrentes de negligência, omissão ou ação dos pais, ou responsáveis.>
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para apurar possíveis crimes de exploração infantil, corrupção de menores e a eventual relação dos envolvidos com furtos registrados no interior do shopping.>