Polícia Civil retira adolescente da lista de suspeitos em caso que matou cão em SC

Após análise de imagens e apresentação de provas, jovem deixa condição de suspeito.

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 07:37

Polícia Civil retira acusação de adolescente envolvido em matar cachorro em Santa Catarina
Polícia Civil retira acusação de adolescente envolvido em matar cachorro em Santa Catarina Crédito: Reprodução

A Polícia Civil de Santa Catarina informou que descartou o envolvimento de um dos adolescentes inicialmente apontados como suspeitos no caso de maus-tratos que resultou na morte do cachorro conhecido como “Orelha”, ocorrido no início de janeiro e que provocou forte comoção em diferentes regiões do país. Com o avanço das investigações, o jovem passou oficialmente da condição de investigado para a de testemunha.

De acordo com a corporação, a decisão foi tomada após a análise de imagens coletadas durante a apuração, nas quais o adolescente não aparece. Além disso, a família apresentou elementos que indicam que ele não estava na Praia Brava, local onde o crime aconteceu, no período mencionado.

Enquanto isso, os trabalhos seguem concentrados em outros três menores de idade, que continuam sendo investigados por suspeita de envolvimento direto nos maus-tratos. As diligências estão sendo conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE), em conjunto com a Delegacia de Proteção Animal, que também apura a possível relação do grupo com outros episódios semelhantes.

Segundo informações levantadas pela polícia, o cão Orelha teria sido submetido a uma sessão de violência extrema, o que levou à necessidade de eutanásia em razão da gravidade das lesões. Ainda conforme os relatórios, há indícios de uma tentativa de afogamento contra outro cachorro, chamado Caramelo, que conseguiu escapar.

As investigações não se restringem aos crimes de maus-tratos a animais. A Polícia Civil também apura possíveis atos infracionais análogos à depredação de patrimônio e crimes contra a honra direcionados a profissionais que atuam na região onde os fatos ocorreram.

O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, destacou que a prioridade da apuração é identificar de forma precisa a conduta individual dos adolescentes envolvidos. “O objetivo é esclarecer responsabilidades de maneira técnica e responsável”, afirmou.

Por se tratar de suspeitos com idades entre 12 e 18 anos incompletos, o caso é conduzido com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Caso haja confirmação de autoria, o procedimento será encaminhado à delegacia especializada, e as eventuais medidas socioeducativas seguirão os limites previstos em lei, que estabelecem prazo máximo de até três anos de internação.