Publicado em 29 de maio de 2026 às 17:45
Nesta sexta-feira (29), termina o prazo para envio da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026, referente ao ano-base 2025. Até o início da noite, a Receita Federal já havia recebido mais de 40 milhões de declarações em todo o país.>
O envio pode ser feito até 23h59min59s. Após esse horário, o sistema será temporariamente interrompido e só voltará a receber novas declarações na manhã de 1º de junho de 2026.>
Quem perder o prazo está sujeito a multa de 1% ao mês sobre o imposto devido, com valor mínimo de R$ 165,74 e limite de até 20% do imposto.>
A Receita Federal orienta os contribuintes que deixaram para a última hora a utilizarem a declaração pré-preenchida, que ajuda a acelerar o processo e reduzir erros. Mesmo assim, o órgão alerta que é responsabilidade do contribuinte conferir todas as informações antes do envio, já que os dados são fornecidos por empresas, bancos e outras fontes.>
Ao longo do dia, também está sendo pago o primeiro lote de restituições do IR. O valor total liberado chega a R$ 16 bilhões e contempla 8,75 milhões de contribuintes que enviaram a declaração mais cedo e fazem parte dos grupos prioritários. O crédito é feito diretamente nas contas informadas e pode cair em horários diferentes, dependendo do banco.>
A Receita reforça ainda a atenção para quem fez doações por meio da Declaração do Imposto de Renda, como fundos da criança, adolescente e idoso. Nesses casos, o pagamento do Darf também precisa ser feito até o fim do dia para garantir a dedução.>
Até o início da tarde, o sistema já registrava mais de 42 milhões de declarações entregues, número abaixo da estimativa oficial para este ano. O envio mais comum foi feito pelo Programa Gerador de Declaração, seguido pelo site e-CAC e pelo aplicativo da Receita.>
Entre os estados, São Paulo lidera em volume de entregas, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.>
A Receita alerta que quem não entregar a declaração dentro do prazo e estiver obrigado pode ter o CPF com pendências, o que pode gerar restrições como dificuldade para crédito, participação em concursos e outras operações financeiras.>
A recomendação do órgão é revisar todas as informações com base em documentos oficiais, como informes de rendimento, comprovantes de bancos, empregadores, INSS, escolas e planos de saúde, além de guardar o recibo por pelo menos cinco anos.>
A obrigatoriedade da declaração inclui quem teve rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 no ano, rendimentos isentos elevados, operações na Bolsa de Valores, venda de imóveis com ganho de capital, patrimônio acima de R$ 800 mil, entre outros critérios definidos pela Receita Federal.>