Publicado em 18 de junho de 2026 às 11:29
Uma abordagem de rotina na BR-277 transformou-se na maior apreensão de fuzis da história da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Na tarde desta quarta-feira (17), agentes interceptaram um caminhão no município de Santa Terezinha de Itaipu, na região oeste do Paraná, e descobriram um verdadeiro arsenal de guerra oculto na cabine do veículo. O flagrante quebrou o recorde anterior da corporação, que havia sido registrado em agosto de 2020 no Rio de Janeiro, quando 22 armas longas foram retidas em uma única ação.>
O veículo, conduzido por um jovem de 28 anos, transportava oficialmente uma carga de insumos para a fabricação de ração animal. Ele havia partido da Argentina e cruzava o território paranaense com destino final ao estado de Minas Gerais. No entanto, por volta do meio-dia, a equipe policial decidiu fazer uma vistoria detalhada no interior do caminhão e localizou um fundo falso projetado estrategicamente dentro da boleia para esconder mercadorias ilícitas.>
Ao abrir o esconderijo, os policiais encontraram 26 fuzis, 16 pistolas, 127 carregadores e uma quantidade impressionante de peças desmontadas, além de 5.048 munições de calibres variados. No lote das armas de grosso calibre, os agentes confiscaram 22 fuzis de fabricação norte-americana (calibre 5,56 mm) e quatro unidades de calibre 7,62 mm. Entre eles, chamou a atenção a presença de dois exemplares do lendário AK-47, um modelo de alta potência frequentemente utilizado por forças paramilitares, guerrilhas e grandes facções criminosas ao redor do mundo.>
As pistolas apreendidas, a maioria de calibre 9 mm, revelam a rota global do armamento, tendo sido fabricadas em quatro países diferentes: seis vieram do Brasil, cinco da Argentina, quatro da Áustria e uma da Turquia. O estoque de balas também era massivo, composto por 4.150 cartuchos para pistolas 9 mm, 749 projéteis no padrão 7,62 x 51 mm e outras 149 unidades de calibre 7,62 x 39 mm.>
O motorista do caminhão recebeu voz de prisão imediata no local e foi encaminhado à delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu. Ele responderá pelo crime de tráfico internacional de arma de fogo, uma infração grave cuja penalidade máxima pode chegar a até 16 anos de reclusão em regime fechado.>