Professor de jiu-jitsu estuprava e ‘vendia’ alunas para patrocinadores no Amazonas

Segundo a polícia, ele teria abusado de pelo menos sete alunas adolescentes, mas as autoridades acreditam que número de  vítimas possa ser ainda maior.

Publicado em 6 de julho de 2026 às 17:51

Professor de jiu-jitsu estuprava e ‘vendia’ alunas para patrocinadores no Amazonas
Professor de jiu-jitsu estuprava e ‘vendia’ alunas para patrocinadores no Amazonas Crédito: Reprodução redes sociais. 

Um professor de jiu-jitsu foi preso nesta segunda-feira (6), pela Polícia Civil do Amazonas, depois de passar um mês foragido após ser alvo de uma investigação sobre crimes de estupro de vulnerável, importunação sexual e exploração sexual.

Segundo a polícia, Carlos Vieira Holanda, teria abusado de pelo menos sete alunas adolescentes. No entanto, as autoridades que conduzem o caso acreditam que o número real de jovens vítimas possa ser ainda maior.

De acordo com as investigações, o suspeito utilizava promessas de quimonos e o pagamento de inscrições em campeonatos para atrair as adolescentes. Sob esse pretexto, ele conduzia as vítimas a ambientes inadequados, como hotéis, onde os abusos seriam consumados.

Além de abusar das vítimas, Carlos também atuava na exploração sexual das alunas, intermediando o contato delas com empresários patrocinadores para obter vantagens financeiras.

De acordo com os autos do processo, o professor chegou a obrigar uma das jovens a ir ao encontro de um empresário e produzir conteúdo sexual com ele, visando obter benefícios oferecidos pelos apoiadores do esporte.

O investigado costumava oferecer as vítimas sob o pretexto de que eram adolescentes recém-chegadas à modalidade esportiva, sinalizando a existência de “meninas novas” no circuito. A polícia informou que os empresários envolvidos também foram identificados e responderão criminalmente pelos abusos.

Medo e intimidação

As sete adolescentes relataram que só encontraram coragem para denunciar as agressões após a recente repercussão de outros casos de violência sexual no meio esportivo. O professor de jiu-jitsu usava seu status e sua influência no esporte para intimidar as vítimas, minimizando a gravidade dos atos e convencendo as jovens de que as condutas não eram criminosas.

Carlos Vieira Holanda foi capturado por volta das 6h desta segunda-feira (6), na própria residência e encaminhado à justiça do Amazonas. No depoimento formal, ele permaneceu em silencio limitando-se a alegar inocência informalmente aos agentes. Ao ser questionado pelos policiais sobre o motivo de ter fugido se não devia nada à Justiça, o homem preferiu não responder.