Professora intoxicada por mercúrio grava aluna colocando metal em sua garrafa de água

Vítima apresenta nível de substância tóxica quatro vezes acima do limite tolerável; ciúme seria a motivação do crime investigado como tentativa de homicídio.

Publicado em 20 de julho de 2026 às 13:44

Momento em que a suspeita manipula a garrafa de água da professora e despeja o material tóxico em seu interior.
Momento em que a suspeita manipula a garrafa de água da professora e despeja o material tóxico em seu interior. Crédito: Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil de Pernambuco investiga uma suspeita de tentativa de homicídio contra uma professora de artesanato, identificada como Denny, que teria sido intoxicada com mercúrio por uma de suas alunas. A vítima, após notar alterações no gosto da água e suspeitar da conduta de Maria Aparecida Rodrigues de Araújo, decidiu instalar um celular escondido para monitorar a sala de aula onde lecionava. As imagens, gravadas em junho de 2025, registram o momento em que a suspeita manipula a garrafa de água da professora e despeja o material tóxico em seu interior.

Laudos periciais confirmaram a presença de mercúrio em duas garrafas analisadas e também no organismo da professora. Os exames de sangue apontaram uma concentração de 21 mg do metal, valor cerca de quatro vezes superior ao limite considerado tolerável. Denny relatou que sua rotina foi severamente impactada pela intoxicação, sofrendo com dores intensas e falta de força nas mãos, o que a obrigou a depender de ajuda para realizar atividades domésticas básicas. Antes de descobrir a presença do metal pesado, ela acreditava que os sintomas eram um agravamento de seu quadro de fibromialgia.

A principal linha de investigação da polícia sugere que o crime foi motivado por ciúmes, relacionado à amizade entre a professora e o namorado da aluna investigada. Maria Aparecida nega as acusações, enquanto sua defesa alega que ela possui transtornos mentais e está sob tratamento médico, embora a polícia afirme que nenhum documento comprovando o diagnóstico foi apresentado até o momento.

Passado mais de um ano do registro das imagens, o inquérito policial ainda não foi concluído, gerando cobranças por rapidez por parte dos advogados da vítima. Apesar das sequelas, a professora afirma seguir otimista com o tratamento para recuperar sua autonomia plena.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.