Quadrilha especializada em roubar farmácias de madrugada é presa no DF

Grupo criminoso que causou prejuízo em pelo menos 19 estabelecimentos é alvo da Polícia Civil.

Publicado em 10 de junho de 2026 às 09:54

Quadrilha especializada em roubar farmácias de madrugada é presa no DF
Quadrilha especializada em roubar farmácias de madrugada é presa no DF Crédito: Reprodução/PCDF

A busca por medicamentos estéticos e remédios de alto valor no mercado paralelo virou caso de polícia em Brasília. Na manhã da última terça-feira (9), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) colocou as equipes da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri) nas ruas para desmantelar uma organização criminosa altamente especializada.

O grupo tinha como alvo principal o furto de grandes redes de farmácias e comércios da região. A Justiça autorizou a quebra da estrutura com a expedição de sete mandados de prisão, dos quais seis foram cumpridos logo nas primeiras horas da ofensiva.

O esquema funcionava como uma engrenagem bem ensaiada e o prejuízo deixado para trás é expressivo. Até o momento, os investigadores já ligaram a assinatura da quadrilha a pelo menos 19 arrombamentos na capital federal. Câmeras de monitoramento interno dos locais invadidos registraram a rapidez e a ousadia do bando, que preferia agir no silêncio da madrugada. Eles estouravam as portas de proteção dos estabelecimentos, faziam uma limpa focada em produtos específicos e fugiam em questão de minutos, antes de qualquer reação das autoridades locais ou empresas de vigilância privada.

A escolha do que levar não era aleatória. Em vez de dinheiro em caixa, o interesse real do grupo estava nas geladeiras e prateleiras de medicamentos caros. A prioridade máxima eram as cobiçadas canetas emagrecedoras, itens que hoje têm enorme procura e alto valor de revenda no mercado informal devido à febre das redes sociais. Além delas, as sacolas do grupo eram preenchidas com insulinas, antibióticos e produtos de dermocosmética de marcas internacionais famosas.

As investigações apontam que toda essa estrutura dependia de uma divisão de tarefas muito clara entre quem planejava, quem executava as invasões e quem dava fuga. Com os principais executores atrás das grades, a Polícia Civil do Distrito Federal agora concentra seus esforços nos desdobramentos do caso.

O objetivo da nova fase do trabalho é mapear a rede de distribuição clandestina e identificar os receptadores, que são os comerciantes ou pessoas físicas que financiavam o crime ao comprar esses produtos roubados para revender.