‘Quem diria que um dia ia me casar’: diz noiva morta pelo marido no dia da festa

Mulher de 34 anos foi assassinada a tiros em Campinas; suspeito é guarda municipal que teria usado arma funcional no crime

Publicado em 11 de maio de 2026 às 19:00

Mulher de 34 anos foi assassinada a tiros em Campinas; suspeito é guarda municipal que teria usado arma funcional no crime
Mulher de 34 anos foi assassinada a tiros em Campinas; suspeito é guarda municipal que teria usado arma funcional no crime Crédito: Reprodução

Neste sábado (9), Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos, foi morta a tiros poucas horas após a própria festa de casamento em Campinas. O principal suspeito é o marido, Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos, guarda municipal há mais de duas décadas, preso em flagrante e investigado por feminicídio.

Na véspera da cerimônia, Nájylla celebrou o momento em uma mensagem enviada a uma familiar. “Quem diria que um dia ia me casar”, escreveu.

Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu após uma discussão durante a comemoração, na presença dos três filhos da vítima. Familiares retiraram as crianças do local logo após os disparos.

Testemunhas ouvidas pela investigação relataram que, depois dos primeiros tiros, Daniel teria deixado o imóvel e retornado pouco tempo depois para atirar novamente contra a esposa. O relato passou a ser tratado como um dos elementos centrais da apuração sobre a dinâmica do crime.

De acordo com as investigações, o suspeito teria utilizado a arma funcional, cedida pelo Estado para uso profissional, para cometer o feminicídio. O caso levantou discussões sobre o agravamento da pena quando crimes são cometidos por agentes de segurança pública.

Criminalistas explicam que não existe uma causa específica de aumento de pena apenas pelo fato de o crime ter sido cometido com arma funcional. Ainda assim, ela afirma que a situação pode influenciar diretamente na dosimetria aplicada pela Justiça.

Segundo especialistas, magistrados costumam considerar o uso de arma funcional como um elemento de maior gravidade da conduta, especialmente ao analisar fatores como culpabilidade e circunstâncias do crime.

O Código Penal Brasileiro prevê agravantes para crimes praticados com abuso relacionado ao cargo ou função exercida. Além disso, o uso de arma de fogo também pode aumentar a pena, dependendo das circunstâncias do caso.

A mãe de Nájylla relatou às autoridades que o suspeito apresentava comportamento agressivo quando consumia bebida alcoólica e afirmou que já havia alertado a filha sobre os riscos do relacionamento.

A Guarda Municipal de Campinas informou que a Corregedoria acompanha o caso enquanto as investigações seguem em andamento.