Quem era Vitória Valle, veterinária que morreu após ataque no Senado

Aos 36 anos, profissional tinha trajetória ligada à Medicina Veterinária e já havia trabalhado no Senado como estagiária antes de retornar à instituição como terceirizada

Publicado em 23 de agosto de 2026 às 19:37

Aos 36 anos, profissional tinha trajetória ligada à Medicina Veterinária e já havia trabalhado no Senado como estagiária antes de retornar à instituição como terceirizada
Aos 36 anos, profissional tinha trajetória ligada à Medicina Veterinária e já havia trabalhado no Senado como estagiária antes de retornar à instituição como terceirizada Crédito: Reprodução

Neste sábado (22), o Senado Federal confirmou a morte de Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos, veterinária que foi atacada por um pastor-belga enquanto trabalhava no canil da instituição, em Brasília. Mais do que as circunstâncias da tragédia, a morte chamou atenção para a trajetória de uma profissional que tinha uma relação de longa data com o Senado e dedicava seu trabalho ao cuidado dos animais.

Vitória começou sua ligação com a instituição ainda como estudante de Medicina Veterinária. Segundo o Senado, ela foi estagiária na Casa entre 2022 e 2024, período em que atuou junto ao serviço responsável pelos animais utilizados em atividades da Polícia Legislativa.

Depois do estágio, Vitória retornou ao Senado como profissional terceirizada, prestando serviços relacionados ao cuidado dos animais. A atuação no canil fazia parte de sua rotina profissional e a aproximava dos cães utilizados em operações de patrulhamento, policiamento e detecção de substâncias ilícitas, explosivos e armas de fogo.

Na última terça-feira (18), Vitória foi atacada por um dos animais enquanto dava ração. Ela sofreu ferimentos graves no pescoço e foi encontrada por um policial legislativo, que prestou os primeiros socorros e acionou uma ambulância. Encaminhada ao Hospital de Base, a veterinária passou por cirurgia, mas não resistiu.

A notícia da morte provocou manifestações de pesar dentro do Senado. Em nota, a instituição descreveu Vitória como uma profissional dedicada às atividades que desempenhava e prestou solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de trabalho.

O Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindilegis) também lamentou a morte e destacou a trajetória de Vitória na Casa, primeiro como estagiária e, posteriormente, como profissional terceirizada. A entidade afirmou que ela tinha uma relação estreita com o Senado e manifestou solidariedade aos familiares e pessoas próximas.

O pastor-belga envolvido no ataque foi retirado das atividades operacionais e, conforme informado pelo Senado, passaria por exames. A instituição ainda não havia divulgado, até a última atualização, os resultados dos procedimentos realizados no animal.