Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 14:33
Nesta terça-feira (17), em Brasília, a Receita Federal negou que tenha ocorrido acesso indevido aos dados fiscais do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de seus familiares, após a abertura de investigação no Supremo Tribunal Federal para apurar possível vazamento de informações sigilosas de autoridades.>
Em nota, o Fisco afirmou que não identificou qualquer acesso irregular às informações fiscais de Paulo Gonet ou de seus parentes. Segundo o órgão, o que houve foi um pedido do STF para realização de auditoria, que incluiu a verificação dos acessos aos dados de ministros da Corte, do procurador-geral e de familiares, sem que isso signifique que todos tiveram seus sigilos violados.>
A Receita também reforçou que não tolera desvios relacionados ao sigilo fiscal e informou que o procedimento investigatório teve início em 12 de janeiro, após solicitação do Supremo. A auditoria envolve diversos sistemas e contribuintes e está em andamento, com os primeiros indícios já encaminhados ao relator do caso no STF.>
De acordo com o órgão, todos os acessos aos sistemas são rastreáveis, o que permite identificar, auditar e punir eventuais irregularidades, inclusive com responsabilização criminal. A Receita destacou ainda que mantém cooperação com a Polícia Federal, que cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia como parte da investigação sobre possível quebra de sigilo fiscal.>
A instituição afirmou que os resultados das apurações serão divulgados no momento oportuno, conforme o andamento das investigações conduzidas em conjunto com as autoridades competentes.>