Rede de cafetinas monta império e controla mercado de acompanhantes de luxo no Brasil

Rede teria mais de 600 participantes em um dos grupos e anunciaria programas com cachês de até R$ 10 mil.

Publicado em 27 de outubro de 2026 às 15:54

Rede de cafetinas montam império e controlam mercado de acompanhantes de luxo no Brasil
Rede de cafetinas montam império e controlam mercado de acompanhantes de luxo no Brasil Crédito: Reprodução/Internet

Uma rede fechada de grupos no WhatsApp estaria intermediando oportunidades para acompanhantes de luxo e estabelecendo regras próprias para controlar a participação das profissionais. Segundo reportagem, publicada nesta terça-feira (27), três mulheres seriam responsáveis por administrar até 12 grupos que conectam brasileiras a agenciadores dentro e fora do país.

Um dos grupos ultrapassa 600 integrantes, para ter acesso às ofertas as acompanhantes precisariam pagar uma taxa de R$ 300. Os anúncios incluiriam programas com valores de até R$ 10 mil, além de oportunidades em cidades brasileiras e viagens para países da Europa e do Oriente Médio.

Entre os espaços citados está o Casting Elite World, usado para divulgar vagas e apresentar propostas de trabalho às participantes. Alguns anúncios estabelecem critérios relacionados à aparência das mulheres, incluindo preferência por determinados padrões físicos e pela ausência de tatuagens.

A rede também contaria com aproximadamente 15 a 30 agenciadores parceiros, que divulgariam as oportunidades disponíveis.

A estrutura descrita incluiria mecanismos internos para lidar com conflitos. Um grupo chamado Tribunal seria utilizado para discutir desentendimentos entre acompanhantes, agenciadores e administradoras. Nessas conversas, poderiam ser compartilhados áudios, fotografias, mensagens privadas e capturas de tela, expondo as pessoas envolvidas aos demais integrantes.

Segundo os relatos apresentados, mulheres que contestassem cobranças ou entrassem em conflito com integrantes da rede poderiam perder o acesso aos grupos de vagas. Em algumas situações, a readmissão dependeria do pagamento de uma nova taxa.

Outro recurso citado é a Black List Nacional/Internacional, que seria utilizada para compartilhar informações sobre profissionais e dificultar o acesso delas a novas oportunidades. A inclusão na lista poderia comprometer contatos com agenciadores no Brasil e no exterior.

Não há confirmação, nas informações apresentadas, de uma investigação policial específica contra as administradoras.

No Brasil, a prostituição voluntária entre adultos não é crime por si só. A legislação, no entanto, prevê punições para práticas como exploração sexual e determinadas formas de favorecimento da prostituição. A caracterização de um crime depende das circunstâncias e das provas reunidas pelas autoridades.