Publicado em 9 de abril de 2026 às 07:33
Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) colocou a empresa ligada ao jornalista Leo Dias no centro de novas apurações sobre a rede financeira do Banco Master. Segundo o documento obtido pelo Estadão, a Leo Dias Comunicação recebeu, entre fevereiro de 2024 e maio de 2025, ao menos R$ 9,9 milhões em transferências diretas do banco controlado por Daniel Vorcaro. Além desse valor, outros R$ 2 milhões teriam chegado à empresa por meio de uma firma abastecida majoritariamente com recursos do próprio conglomerado financeiro.>
Com isso, o total identificado pelo órgão chega a R$ 11,9 milhões no período analisado. De acordo com o relatório, a quantia corresponde a cerca de 28% do faturamento da empresa, o que reforça a relevância da relação financeira com o banco e amplia o foco das investigações sobre a circulação de recursos ligados ao grupo Master.>
O documento também chama atenção para uma série de operações consideradas fora do padrão. Entre os pontos destacados estão movimentações de saída superiores aos valores recebidos, pagamentos de boletos em nome de terceiros, além de créditos seguidos por débitos quase imediatos, sem justificativa aparente. Para o Coaf, esse tipo de dinâmica financeira pode indicar necessidade de apuração mais aprofundada sobre a origem e o destino final dos recursos.>
Em manifestação pública, Leo Dias afirmou que os valores têm origem em um contrato publicitário firmado com o Will Bank, instituição que integrava o grupo do Banco Master. Segundo o jornalista, o acordo teria vigorado entre outubro de 2024 e outubro de 2025 e se restringiu à veiculação de campanhas publicitárias, sem qualquer vínculo societário ou investimento direto na empresa.>
Outro aspecto observado pelo relatório é a entrada indireta de recursos por meio de empresas ligadas ao entorno do Banco Master. Parte do dinheiro recebido pela Leo Dias Comunicação teria sido transferida por uma firma cuja receita, em cerca de 90%, também vinha do próprio banco, o que elevou as suspeitas sobre o fluxo financeiro entre empresas conectadas ao grupo.>
Com informações do Estadão.>