Publicado em 12 de maio de 2026 às 09:55
O Rio Grande do Sul está em estado de atenção após a confirmação de dois casos de hantavirose em áreas rurais neste início de maio. De acordo com o balanço divulgado pelo governo estadual nesta segunda-feira (11), as ocorrências foram localizadas nos municípios de Antônio Prado e Paulo Bento, sendo que, neste último, o paciente infelizmente não resistiu e veio a óbito. O cenário gaúcho se soma a registros recentes no Paraná e em Minas Gerais, ligando o sinal de alerta para a saúde pública nacional.>
Apesar da coincidência de datas, o governo gaúcho foi enfático ao esclarecer que os episódios no Sul não têm relação com o surto de hantavírus detectado no cruzeiro internacional MV Hondius, que partiu da Argentina. Enquanto no navio a transmissão ocorreu de forma direta entre pessoas (genótipo Andes), os casos brasileiros seguem o padrão clássico: o contágio acontece pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores silvestres, comuns em campos e galpões.>
Um histórico de vigilância>
A hantavirose não é uma novidade para os gaúchos, mas os números recentes mostram uma estabilidade que exige cautela. Após atingir um pico de nove casos em 2022, o estado registrou oito contaminações no ano passado e, agora, já soma duas em 2026. A série histórica revela que a doença circula de forma silenciosa, especialmente em regiões agrícolas. No Paraná, a situação também é de monitoramento, com dois casos confirmados e outras 11 suspeitas em análise.>
Como se proteger no dia a dia>
A transmissão costuma ocorrer pela inalação de partículas suspensas no ar em locais onde ratos do mato deixaram dejetos. Por isso, a limpeza de ambientes fechados ou abandonados deve seguir protocolos rigorosos para evitar que o vírus "levante voo" com a poeira:>
• Nada de vassouras: Evite varrer locais secos. O ideal é umedecer o chão com desinfetantes ou água sanitária antes de começar a limpeza.>
• Ambientes abertos: Ventile galpões e casas de campo por pelo menos uma hora antes de entrar.>
• Equipamento de proteção: O uso de máscaras e luvas é essencial para quem lida com colheitas ou limpa depósitos rurais.>
Sintomas e Gravidade>
O grande perigo da hantavirose é que ela começa parecendo uma gripe comum, com febre, dor de cabeça e dores no corpo. No entanto, o quadro pode evoluir rapidamente para a síndrome cardiopulmonar, causando falta de ar aguda e choque circulatório. Vale lembrar que os ratos urbanos (como as ratazanas de bueiro) não transmitem esse vírus específico no Brasil; o foco deve estar nos pequenos roedores de áreas silvestres. O diagnóstico precoce continua sendo a melhor arma para evitar novas tragédias.>