Rogério Marinho diz não saber onde está Flávio Bolsonaro após derrota eleitoral

Ex-coordenador da campanha afirmou que senador pediu um tempo nesta terça-feira (27); Polícia Federal apura se ele deixou o Brasil apesar da proibição judicial.

Publicado em 27 de outubro de 2026 às 19:32

Senador Flávio Bolsonaro
Senador Flávio Bolsonaro Crédito: Reprodução/Redes Sociais

O senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (27) que não sabe onde está o parlamentar, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, no domingo (25). Segundo Marinho, a última comunicação ocorreu por mensagem de texto, por volta das 8h, quando Flávio disse que queria “dar um tempo” e conversar posteriormente com a equipe.

Marinho relatou que esteve com Flávio na segunda-feira (26), até o fim da tarde, e que o grupo conversou sobre a necessidade de agradecer aos eleitores. O senador afirmou que a equipe está surpresa com a falta de informações sobre o paradeiro do candidato. Notícias publicadas pela imprensa argentina apontaram que Flávio teria entrado no país e embarcaria em um voo particular para os Estados Unidos, mas o controle migratório argentino informou ao G1 que não há registro de entrada do parlamentar.

A Polícia Federal apura se Flávio deixou o Brasil mesmo após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibir sua saída do país. A decisão foi tomada na segunda-feira e também determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros do senador e a entrega, em até 24 horas, de eventual documento de identificação estrangeiro. O prazo para apresentação do passaporte terminou às 11h desta terça-feira, sem que a ordem fosse cumprida.

A restrição foi determinada após a Polícia Federal apontar risco de fuga, considerando declarações públicas do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, o poder econômico do senador e a existência de estruturas no exterior que poderiam permitir sua permanência fora do país. Flávio também é investigado em um processo sigiloso relacionado ao advogado Willer Tomaz, por suspeita de lavagem de dinheiro em um suposto esquema envolvendo empresas e apostas esportivas. Ele ainda é alvo de outro inquérito sobre possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio e Tomaz negam irregularidades no caso em que são relacionados.