Saiba quem é Amelie Voigt Trejes, a brasileira que se tornou a bilionária mais jovem do mundo

Catarinense assumiu o topo do ranking global da Forbes após desbancar herdeiro alemão por apenas sete semanas de diferença

Publicado em 28 de agosto de 2026 às 13:46

Catarinense Amelie Voigt Trejes, de 21 anos, tornou-se em 2026 a bilionária mais jovem do mundo, segundo o ranking da revista Forbes.
Catarinense Amelie Voigt Trejes, de 21 anos, tornou-se em 2026 a bilionária mais jovem do mundo, segundo o ranking da revista Forbes. Crédito: Reprodução

A catarinense Amelie Voigt Trejes, de 21 anos, tornou-se em 2026 a bilionária mais jovem do mundo, segundo o ranking da revista Forbes. Com um patrimônio estimado em R$ 5,67 bilhões (US$ 1,1 bilhão), a jovem assumiu o topo da lista após superar o herdeiro alemão Johannes von Baumbach por uma diferença de apenas sete semanas de idade. Descrita como discreta e distante dos holofotes, ela faz parte da terceira geração de uma das famílias fundadoras da WEG, multinacional brasileira de equipamentos elétricos cuja valorização das ações é a base de sua fortuna.

A WEG foi fundada em 1961, na cidade de Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. A iniciativa partiu de Werner Ricardo Voigt (de quem Amelie é descendente direta), Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus. As iniciais dos sobrenomes do trio de fundadores deram origem à marca, que inicialmente produzia apenas motores elétricos.

Com o passar das décadas, a empresa expandiu sua atuação para a fabricação de geradores, transformadores, turbinas, painéis elétricos, sistemas de automação, tintas industriais e automotivas, além de carregadores para veículos elétricos. Hoje, o portfólio da companhia conta com mais de 1,5 mil linhas de produtos. A multinacional está presente em 41 países e emprega mais de 45 mil colaboradores distribuídos pelos cinco continentes. Em 2024, a WEG também nomeou, pela primeira vez no Brasil, uma mulher para a sua diretoria executiva.

Embora não ocupe nenhum cargo executivo ou de gestão na multinacional, Amelie integra o grupo de acionistas controladores por meio de participações diretas e de empresas familiares. De acordo com os registros societários mais recentes, a jovem possui as seguintes participações:

- 5.282.602 ações ordinárias diretamente em seu nome, o que equivale a 0,126% do capital da companhia;

- 33,33% da Cladis Voigt Trejes Administradora Ltda. (empresa familiar dividida igualmente com seus irmãos, Felipe e Pedro);

- 33,33% da Clica Voigt Administradora Ltda., outra empresa de patrimônio familiar.

Somando as suas ações diretas às participações indiretas pelas holdings da família, Amelie controla aproximadamente 106,7 milhões de ações da WEG, representando cerca de 2,54% da empresa. Ela também está vinculada à WPA Participações e Serviços S.A., holding que reúne as famílias dos fundadores e detém pouco mais de 50% do controle da WEG, assegurando influência direta nas principais decisões da companhia.

A WEG ficou conhecida no mercado financeiro como uma "fábrica de bilionários" devido ao modelo de sucessão adotado, que manteve o controle concentrado nas mãos das famílias fundadoras. Isso permitiu que diversos herdeiros acumulassem patrimônios expressivos graças à valorização das ações na bolsa de valores, sem a necessidade de atuar na administração diária dos negócios.

Prova disso é que, entre os seis bilionários brasileiros mais jovens listados pela Forbes, cinco pertencem à família Voigt:

- Lívia Voigt de Assis (21 anos): US$ 1,4 bilhão;

- Felipe Voigt Trejes (23 anos): US$ 1,1 bilhão (irmão de Amelie);

- Pedro Voigt Trejes (23 anos): US$ 1,1 bilhão (irmão de Amelie);

- Dora Voigt de Assis (28 anos): US$ 1,4 bilhão;

- Amelie Voigt Trejes (21 anos): US$ 1,1 bilhão.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.