Seis comerciantes são presos após operação contra venda de camisas falsificadas em São Paulo

Ação do Deic apreendeu 2,7 mil peças em lojas da capital e de Guarulhos.

Publicado em 9 de abril de 2026 às 09:11

Seis comerciantes são presos após operação contra venda de camisas falsificadas em São Paulo
Seis comerciantes são presos após operação contra venda de camisas falsificadas em São Paulo Crédito: Reprodução/Polícia Civil de São Paulo

O comércio ilegal de camisas de futebol voltou a ser alvo de operação policial em São Paulo. Seis comerciantes foram presos nesta quarta-feira (08) durante uma ação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que resultou na apreensão de 2.700 camisas falsificadas, a maioria com estampas da Seleção Brasileira e de clubes da Série A do futebol nacional. A ofensiva ocorreu em diferentes pontos da capital paulista e também em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Segundo a polícia, a fiscalização foi intensificada por causa do aumento na procura por esse tipo de produto com a proximidade da Copa do Mundo, marcada para junho. A expectativa de maior movimentação no mercado esportivo, especialmente de itens ligados à Seleção, acendeu o alerta das equipes da Delegacia de Investigações Gerais, especializada no combate à pirataria.

Na capital, os agentes localizaram os uniformes falsificados em uma loja na Lapa, na zona oeste, em dois estabelecimentos no Grajaú, na zona sul, e em outras duas lojas na região do Brás, área central conhecida pelo intenso comércio popular. Em Guarulhos, os produtos foram encontrados em uma loja na Vila Galvão.

Entre as peças apreendidas estavam modelos da Seleção Brasileira e de clubes da primeira divisão. Todo o material foi recolhido e encaminhado para perícia, que deve confirmar a falsificação e ajudar a identificar a origem da produção e distribuição das camisas.

A comercialização de produtos esportivos falsificados é considerada crime pela Lei Geral do Esporte. A legislação prevê pena de três meses a um ano de detenção, além de multa, para quem reproduz, imita ou vende artigos sem autorização dos detentores das marcas.

A ação desta quarta reforça o combate ao mercado paralelo, que costuma crescer em períodos de grandes competições, quando a demanda por uniformes e artigos ligados ao futebol aumenta consideravelmente. Investigações sobre outros possíveis pontos de venda e fornecedores seguem em andamento.