Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 17:32
A Polícia Civil de Goiás afirmou que o síndico Cléber Rosa de Oliveira planejou a morte da corretora Daiane Alves Souza ao desligar propositalmente a energia elétrica do apartamento dela, forçando-a a ir até o subsolo do prédio, onde o crime teria ocorrido. Segundo a investigação, ele utilizou as escadas para transportar o corpo e evitar o registro das câmeras de segurança do condomínio.>
As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (28), durante entrevista coletiva da polícia. Daiane estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025 e foi encontrada morta na madrugada desta quarta, em uma área de mata em Caldas Novas (GO).>
Cléber e o filho dele foram presos temporariamente. O filho é suspeito de ter auxiliado na obstrução das investigações, especialmente na ocultação e substituição de provas. De acordo com a polícia, o síndico chegou a colaborar inicialmente com o inquérito e indicou o local onde o corpo da vítima foi abandonado.>
Dinâmica do crime>
Conforme a Polícia Civil, Cléber desligou intencionalmente o fornecimento de energia do apartamento de Daiane, o que a levou até o subsolo do prédio para verificar os medidores. No local, ela teria sido abordada enquanto gravava os relógios de energia com o celular.>
A investigação aponta que o crime ocorreu em um intervalo de cerca de oito minutos. Daiane deixa de aparecer nas imagens das câmeras às 19h e, às 19h08, o sistema registra apenas a passagem de outra moradora pelo local.>
A polícia concluiu que a corretora foi morta dentro do condomínio e retirada já sem vida. No dia do crime, a única imagem registrada de Cléber é das 12h27. Ele não utilizou os elevadores, e os acessos pelas escadas não eram monitorados por câmeras.>
O condomínio possuía apenas dez câmeras de segurança. Segundo os investigadores, o síndico usou as escadas para sair com o corpo da vítima justamente para não ser filmado.>
Ainda de acordo com a polícia, o filho de Cléber teria ajudado o pai a dificultar as apurações, incluindo a troca de celulares e outras ações para atrapalhar a coleta de provas. Caso a participação seja confirmada, ele poderá responder por obstrução da Justiça e pelos mesmos crimes atribuídos ao pai.>
Histórico de conflitos>
Daiane tinha 12 processos contra o síndico, nas esferas cível e criminal. Onze ações ainda estão em andamento, e uma foi arquivada com decisão favorável à corretora.>
Segundo denúncia obtida pela CNN Brasil, Cléber é acusado de perseguir Daiane entre fevereiro e outubro de 2025. As perseguições teriam começado em novembro de 2024, após um desentendimento entre os dois.>
A promotoria aponta que Daiane administrava imóveis no condomínio onde Cléber atuava como síndico. Em uma das locações, ela alugou um apartamento para duas famílias, somando nove moradores, número superior ao limite permitido pelo regimento interno. O episódio teria dado início aos conflitos entre a vítima e o investigado.>