Sob forte neblina, bimotor cai em Campo Grande e deixa dois mortos nesta sexta

Aeronave de pequeno porte tinha como destino o Pantanal, mas caiu perto de condomínio na saída para Três Lagoas.

Publicado em 3 de julho de 2026 às 12:25

Sob forte neblina, bimotor cai em Campo Grande e deixa dois mortos nesta sexta
Sob forte neblina, bimotor cai em Campo Grande e deixa dois mortos nesta sexta Crédito: Reprodução

A manhã desta sexta-feira (3), começou com uma triste ocorrência aérea em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Um avião bimotor de pequeno porte caiu por volta das 6h30 em uma região de mata nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, na saída para Três Lagoas. O Corpo de Bombeiros confirmou que as duas pessoas a bordo morreram no local: o piloto Henrique Martin e uma passageira, cuja identidade ainda não foi oficialmente informada pelas autoridades.

A viagem tinha como destino final o Pantanal sul-mato-grossense, mas o trajeto foi interrompido abruptamente. A principal linha de investigação inicial aponta que as condições climáticas foram determinantes para o acidente. A capital amanheceu coberta por uma densa cortina de neblina, que molhou as pistas e reduziu drasticamente a visibilidade na região. Diante desse cenário adverso, a suspeita é que o piloto tenha tentado desviar a rota para realizar um pouso alternativo em uma pista de pouso privada nas redondezas.

O acidente aconteceu em uma área de difícil acesso, bem perto do condomínio residencial Terras do Golfe. Testemunhas que trabalham em um hangar da pista particular relataram ter escutado um forte barulho de explosão momentos antes de a queda ser confirmada. Para o atendimento, os bombeiros mobilizaram viaturas de resgate e combate a incêndio. No entanto, o solo encharcado dificultou o trabalho, fazendo com que os carros de socorro atolassem em uma estrada de terra, atrasando o acesso dos militares aos destroços por algumas horas.

A aeronave envolvida no acidente é do modelo EMB-810D, um bimotor a pistão fabricado pela Neiva no ano de 1983. Com capacidade para transportar até seis passageiros e um piloto, o avião pertence à empresa Amapil Táxi Aéreo. Dados do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), indicam que o modelo estava regularizado e configurado para operações de transporte não regular, embora ainda não se saiba se o voo em questão estava prestando serviço de táxi-aéreo no momento.

Até o momento, a empresa proprietária do avião não se pronunciou publicamente sobre o ocorrido. O caso agora está sob a responsabilidade do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão que fará a perícia técnica nos destroços para apurar as causas exatas da falha e confirmar o impacto da meteorologia na tragédia.