Publicado em 4 de março de 2026 às 07:24
O prefeito de Macapá, Antônio Furlan, conhecido como Dr. Furlan, e o vice-prefeito do município foram afastados das funções nesta quarta-feira (04) por determinação do Supremo Tribunal Federal. A medida ocorre no contexto de uma investigação que apura possíveis irregularidades na construção do Hospital Geral Municipal da capital amapaense.>
A decisão foi tomada porque o caso envolve recursos provenientes de emendas parlamentares, o que levou o processo à esfera do Supremo. O afastamento dos dois gestores e de outros servidores públicos foi fixado, inicialmente, por 60 dias.>
A ação faz parte da segunda etapa da Operação Paroxismo, conduzida pela Polícia Federal. Ao todo, foram expedidos 13 mandados de busca e apreensão, cumpridos em Macapá, Belém, no Pará, e Natal, no Rio Grande do Norte.>
Segundo as investigações, há indícios de que um grupo formado por agentes públicos e empresários teria atuado para direcionar o processo licitatório da obra, além de desviar recursos públicos e ocultar a origem do dinheiro por meio de lavagem financeira. O foco das apurações é o contrato firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá para o projeto de engenharia e execução do hospital.>
Em janeiro, já havia sido revelado que a Polícia Federal investigava o prefeito. Na ocasião, vieram à tona informações sobre movimentações financeiras consideradas atípicas, incluindo saques realizados pelo motorista de Dr. Furlan em agências bancárias.>
A investigação segue em andamento e busca aprofundar a apuração sobre a aplicação dos recursos destinados à unidade de saúde, considerada uma das principais obras da área no município.>