Publicado em 11 de julho de 2026 às 17:32
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (11) a apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda e proibiu que o empresário deixe o Brasil. A decisão foi tomada no âmbito das investigações relacionadas ao caso envolvendo o Banco Master.>
A medida atende a um pedido da Polícia Federal (PF), que alegou haver risco de fuga após identificar que Miranda havia adquirido passagens para os Estados Unidos, com viagem prevista para a próxima segunda-feira (13).>
Thiago Miranda foi um dos alvos da décima fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na última quinta-feira (9). A investigação apura a atuação de uma suposta organização criminosa ligada ao Banco Master, suspeita de promover intimidação contra jornalistas, monitoramento ilegal de pessoas ligadas a autoridades públicas, obtenção indevida de informações sigilosas e ações para interferir em investigações criminais.>
De acordo com a Polícia Federal, Miranda seria o responsável por coordenar uma rede de influenciadores digitais que atuava nas redes sociais com o objetivo de enfraquecer a credibilidade do Banco Central e defender os interesses do Banco Master durante as negociações para a aquisição da instituição financeira pelo BRB.>
As investigações também apontam que Thiago Miranda e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, teriam oferecido até R$ 2 milhões a influenciadores para participar da estratégia de comunicação. Em depoimento à PF, Miranda afirmou que as ações contavam com o conhecimento de Vorcaro, mas negou que houvesse uma campanha de ataques ao Banco Central. Segundo ele, o trabalho consistia em uma ação de "gestão de crise".>
Após a deflagração da operação, a defesa de Thiago Miranda divulgou nota negando qualquer irregularidade. Os advogados afirmam que o empresário sempre exerceu suas atividades profissionais dentro da legalidade e rejeitam as acusações apresentadas pela investigação.>
Em nota, a defesa declarou que Thiago Miranda "sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão", acrescentando que ele "não praticou qualquer ato criminoso, tampouco participou de conduta destinada a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros".>
A investigação da Polícia Federal segue em andamento e busca esclarecer a atuação dos envolvidos e a eventual prática dos crimes apurados no âmbito da Operação Compliance Zero.>