Publicado em 28 de outubro de 2026 às 09:48
O Supremo Tribunal Federal (STF) veio a público nesta quarta-feira (28) para esclarecer e desmentir rumores que circulavam na imprensa sobre uma suposta ação da Polícia Federal na residência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), localizada no bairro Lago Sul, em Brasília. Em nota oficial, a Corte foi categórica ao afirmar que não houve a emissão nem o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra o parlamentar ou em endereços ligados a ele.>
O posicionamento oficial do tribunal ocorre em meio a um cenário de desdobramentos jurídicos envolvendo o senador. Recentemente, a Polícia Federal identificou o risco iminente de o parlamentar deixar o território nacional, o que levou o ministro Alexandre de Moraes a proibir sua saída do país e determinar a entrega de seus passaportes, tanto o comum quanto o diplomático.>
Embora o parlamentar tenha sido abordado por agentes da PF na última segunda-feira e divulgado um pronunciamento nas redes sociais garantindo que respeitaria as ordens judiciais para permanecer no Brasil, a proibição acabou violada. Flávio Bolsonaro atravessou a fronteira por via terrestre em direção à Argentina, de onde embarcou em um voo privado com destino aos Estados Unidos.>
Processos continuam em andamento>
Mesmo com a saída do parlamentar do país, as apurações judiciais em trâmite no Supremo seguem seu curso regular:>
Lavagem de dinheiro e evasão de divisas: Inquérito sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, no qual o senador é investigado ao lado do advogado Willer Tomaz, que também viajou para o exterior.>
Investigação ligada ao Banco Master: Processo sob responsabilidade do ministro André Mendonça. A apuração baseia-se em conteúdos extraídos de aparelhos eletrônicos apreendidos, que indicam uma solicitação de R$ 134 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para apoiar um projeto audiovisual sobre a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.>
A respeito dessa última investigação, a autoria dos registros e mensagens foi confirmada pelo próprio senador, que sustenta ter tratado exclusivamente de uma captação de investimentos no setor privado, sem qualquer conduta ilícita.>