Publicado em 8 de maio de 2026 às 12:21
O Supremo Tribunal Federal (STF) reforçou nesta sexta-feira (8) a proibição de medidas usadas para aumentar salários acima do teto do funcionalismo público por meio dos chamados “penduricalhos”.>
A decisão dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes vale para o Judiciário, Ministério Público, Tribunais de Contas, Defensorias e Advocacias Públicas.>
Na prática, o STF proibiu mudanças administrativas criadas para gerar pagamentos extras, como:>
* criação de novas gratificações;>
* alteração de regras de plantão;>
* divisão de funções;>
* classificação de cidades como áreas de “difícil provimento” para justificar adicionais.>
Segundo a Corte, essas medidas não poderão ser usadas para driblar o teto salarial do funcionalismo, atualmente em R$ 46,3 mil.>
Os ministros também determinaram mais transparência nos pagamentos. Agora, todos os valores recebidos deverão aparecer em um único contracheque, com detalhamento do que foi pago.>
Além disso, tribunais e outros órgãos terão que divulgar mensalmente em seus sites os salários e benefícios pagos aos integrantes. Gestores poderão responder civil, administrativa e criminalmente caso autorizem pagamentos irregulares.>
As decisões foram tomadas após repercussão de casos como o do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), que criou funções e pagamentos extras que poderiam elevar os ganhos de magistrados em até R$ 15 mil por mês.>