Publicado em 14 de maio de 2026 às 15:54
O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou que tenta há mais de um mês intimar o deputado federal Mário Frias para prestar esclarecimentos sobre possíveis irregularidades no uso de emendas parlamentares destinadas ao Instituto Conhecer Brasil, organização ligada à produção do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.>
Segundo registros do processo, oficiais de Justiça já tentaram localizar o parlamentar tanto na Câmara dos Deputados quanto em endereços informados em Brasília e São Paulo, mas não conseguiram efetivar a intimação.>
A investigação foi aberta após pedido da deputada Tabata Amaral, que solicitou apuração sobre o destino de recursos de emendas parlamentares direcionados a um conjunto de entidades e empresas ligadas à produção audiovisual. Entre os pontos levantados está a atuação da produtora associada ao filme “Dark Horse”.>
De acordo com a petição, Mário Frias teria destinado cerca de R$ 2 milhões em emendas ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Ferreira da Gama, que também estaria ligada à produção do filme.>
Em março, o ministro Flávio Dino determinou que o deputado se manifestasse em até cinco dias sobre as informações apresentadas. No entanto, após as tentativas frustradas de intimação, o STF solicitou que a Câmara dos Deputados informasse os endereços atualizados do parlamentar.>
Mesmo com novas diligências realizadas neste mês, o deputado ainda não foi localizado pelos oficiais de Justiça, segundo o andamento do processo.>
Em nota divulgada nesta quarta-feira (13), Mário Frias afirmou que não há uso de dinheiro público na produção do filme “Dark Horse”. Ele declarou que a obra é totalmente financiada por capital privado e que se trata de uma produção de grande porte, com lançamento previsto para os próximos meses.>
O parlamentar também afirmou que sua atuação anterior na Secretaria Especial de Cultura não resultou em enriquecimento pessoal e que não haveria irregularidades nos recursos citados.>
Já a Câmara dos Deputados informou ao STF que analisou as emendas mencionadas na investigação e não encontrou irregularidades formais. Segundo a Casa, os procedimentos seguiram a legislação vigente, e a fase de prestação de contas ainda está em andamento, cabendo às entidades beneficiadas comprovar a correta aplicação dos recursos.>