STJ mantém condenação de Felipe Prior por estupro cometido em 2014

Ex-BBB foi condenado a oito anos de prisão em regime semiaberto e segue respondendo em liberdade

Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 13:33

Ex-BBB foi condenado a oito anos de prisão em regime semiaberto e segue respondendo em liberdade
Ex-BBB foi condenado a oito anos de prisão em regime semiaberto e segue respondendo em liberdade Crédito: Reprodução /TV Globo

Nesta quinta-feira (22), o Superior Tribunal de Justiça manteve a condenação do arquiteto e ex-participante do Big Brother Brasil Felipe Prior pelo crime de estupro ocorrido em 2014, na cidade de São Paulo. A pena fixada é de oito anos de prisão, com início do cumprimento em regime semiaberto.

A decisão foi assinada de forma monocrática pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca no dia 19 de dezembro. Por esse motivo, ainda há possibilidade de recurso por parte da defesa. Mesmo com a condenação mantida, Prior segue respondendo ao processo em liberdade. Procurada, a defesa informou que não irá se manifestar neste momento.

A manutenção da pena acompanha o entendimento do Tribunal de Justiça de São Paulo, que em setembro de 2024 analisou um recurso da defesa e decidiu aumentar a condenação de seis para oito anos de reclusão, também em regime semiaberto.

Felipe Prior responde, ao todo, a quatro processos por estupro. Dois deles resultaram em absolvição, um teve a condenação confirmada em instâncias superiores e outro ainda está em andamento, sem julgamento definitivo.

Segundo os autos, o crime que resultou na condenação ocorreu em agosto de 2014, após uma festa universitária. Prior e a vítima estudavam no mesmo campus da Universidade Presbiteriana Mackenzie e moravam na Zona Norte da capital paulista. Ele costumava oferecer carona à mulher e a uma amiga em comum.

Na noite do crime, Prior levou as duas colegas de carro e, após deixar a amiga em casa, seguiu com a vítima em direção à residência dela. Em uma rua próxima, ele teria iniciado toques sem consentimento e puxado a mulher para o banco traseiro do veículo. Ainda conforme a sentença, a vítima não conseguiu reagir por estar alcoolizada, momento em que o estupro teria sido consumado.

Além desse caso, Prior ainda responde a um processo relacionado a uma denúncia de estupro durante uma festa universitária em Biritiba Mirim, em 2018, que segue sem decisão. Em outras duas ações, ele foi absolvido.

Uma delas envolve um episódio ocorrido durante o evento InterFAU, em Itapetininga, e a outra diz respeito a um caso registrado em Votuporanga, em 2015, no qual os desembargadores entenderam que não havia provas suficientes para manter a condenação.